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terça-feira, 5 de julho de 2011

DA NATUREZA DOS BLOGs

Às vezes eu me pergunto que vontade é essa que a gente tem de escrever e partilhar as coisas nesses blogs da vida!

E assim vamos escrevendo, contando coisas, desferindo criticas, rasgando elogios, derramando magoas, tirando sarro, trolando, partilhando vitórias ou dividindo derrotas. Fazemos isso e encontramos alento, respostas, cumplicidade, identificação. Tudo isso com pseudo-desconhecidos. E de repente estamos justificados.

Eu não sei por que escrevo, mas urge em mim escrever. 

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. 
O que confesso não tem importância, pois nada tem importância.
Faço paisagens com o que sinto." 
Fernando Pessoa

Queria eu ter mais tempo para por em pratica, e em linhas, tudo aquilo que vai na mente, aquilo que ainda não me está dormente, mas acabo sendo patrolado pelo dia-a-dia e adio.

Na tentativa de não calcificar o lado direito do cérebro nasceu o blog ELE NÃO! ELA SIM! E hoje ele completa seu 1º aniversário! – E não é por que tem meus dedos por lá, mas aquele lugar é bem especial!

Se você ainda não conhece, passa lá! Se já conhece, volte sempre!

A correria às vezes deixa as coisas meio paradas por aqui no Pé, mas lá a água ta sempre quente para o chimarrão!

Simbora pra lá comemorar com a gente!

“Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante"  
Antoine Sant-Exupery

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PLÁGIO - QUEM COPIA QUEM?


“Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...”
Mário Quintana

O que define o plágio?

Ontem estava navegando pela internet e me deparei com um blog que uma de suas colunas tem o formato muitíssimo parecido com o outro blog que tenho.

A idéia (que não é necessariamente original) é trazer um assunto “X” como tema e submetê-lo a duas analises, a dele e a dela. Quando vi a coluna e alguns detalhes muito coincidentes logo fui procurar a data da origem, e descobri que o ‘outro’ é bem mais antigo que o ‘nosso’. 

Se não fomos copiados, e também não copiamos, isso é plágio?

O próprio Pé de Feijão, quando foi criado eu sabia que a idéia não era exatamente original, mas como não encontrei nenhum blog com essa idéia, plantei esse pé. Algum tempo depois num comentário fui avisado que existia um outro João com um outro pé de feijão rolando pela blogosfera. 

Não gosto de idéia de copiar nada, nem ninguém. Até a inspiração em alguma coisa deve ser bem pensada. Tenho repúdio a idéia de me valer de algo que não é meu. 

O PORQUÊ EPISTEMOLÓGICO DESSE MEU REPUDIO AO PLÁGIO:

Logo que aprendi a escrever (por volta dos 7 anos), tive como tema de casa (lição de casa), escrever uma frase sobre o dia das mães, ou algo que o valha. Acabei esquecendo de fazer o tema, e chegando na aula na hora de entregar, acabei copiando a uma frase de um cartão que tinha lido em casa, mudei algumas coisas, mas não o suficiente para sentir-me autor. Enfim, que mal teria copiar umas palavrinhas?

O que eu não sabia é que as frases de todas as turmas seriam selecionadas e a mais bonita seria publicada no jornal da escola (a maior escola da minha cidade). Alguns dias depois a professora me chamou e mostrou já publicada a ‘minha’ frase em homenagem as mães. Estava lá, estampado em centenas de exemplares o meu nome e a maldita frase plagiada.

Mal pude esperar o dia acabar para chegar em casa e contar toda verdade para minha mãe, antes que ela viesse me cumprimentar pelo ‘êxito’. Acho que nunca tive tanta vergonha na minha vida. Sem contar o medo de que alguém reconhecesse a frase e apontasse a fraude.

Não lembro exatamente do desfecho da historia, acho que minha mãe contou para professora e tudo acabou bem, ninguém reconheceu a frase, mesmo por que na tentativa de copiá-la, acabei criando uma outra frase, parecida, mas irreconhecível. Por garantia queimei o cartão com a original. 

Até hoje isso estava morto e enterrado.

Quando encontrei o blog adjacente, me lembrei dessa infame passagem da minha infância. 

O velho guerreiro poderia me anistiar com sua frase: “Nada se cria, tudo se copia”, mas prefiro ainda tentar a originalidade.

Quem quiser dar uma olhada nos casos que citei:


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AMOR EM 4 ATOS

 

Hoje foi a estreia da microssérie “Amor em 4 atos” inspirada nas musicas de Chico Buarque.

Estava ansioso para ver o que conseguiriam criar tendo como norte a musica e poesia desse compositor que sempre me encantou com suas letras extremamente visuais, fortes, encadeadas. Essa ansiedade também poderia vir seguida de uma frustação, afinal não deve ser fácil nivelar-se a Chico Buarque que por si só já acaba eclipsando tudo a volta.

No entanto esse 1º episódio, despretensioso, foi bastante amigável. Não teve a força das letras de Chico Buarque, mas também não se perdeu tentando ser o que não conseguiria. Foram duas histórias simples e bem contadas. Pitadas e leves nuances da obra de Chico como um pano de fundo não muito forçado, mas presente. 

Acho importante esse exercício na televisão brasileira, saindo da zona de conforto, tentando alcançar telespectadores que já deixaram a TV aberta pela falta de qualidade e conteúdo. Então aplaudo “AMOR EM 4 ATOS” e tudo que projetos como esse significam.

Pensei em ilustrar o post com alguma frase do Chico, esbarrei na quantidade de musicas que sou absolutamente fã! As românticas, as politicas, as infantis, as descontraídas, enfim, é quase impossível cita-lo! Mas fiz:

"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa, 
ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário, 
na posta-restante
Milênios, milênios
No ar."

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LÁ VEM O SOL...


Enfim o inverno acabou!

Não que eu seja radicalmente contra essa estação, até acredito em algumas de suas vantagens e seu relativo charme, mas a contrapartida tem um preço muito alto, que cada vez menos estou disposto a pagar!

Viver no sul significa que faz muita diferença a passagem das estações, aqui elas são bem definidas, às vezes todas elas num mesmo dia!

Em tempos de aquecimento global, as temperaturas facilmente tem atingido extremos históricos, tanto para o calor, quanto para o frio. Posso dizer que, embora a sensação de que tudo passa muito mais rápido, os invernos tem sido veementes.

Enfim, hoje a primavera se estabeleceu em nosso hemisfério! Muito bem vinda!

Os parques de Porto Alegre nessa época ficam especialmente floridos, e nós gaúchos, adoramos o programa de irmos, em bandos, as praças com nossos chimarrões a tiracolo para ‘lagartear’ ao sol, erradicando até o próximo ano o mofo acumulado durante o inverno.

Não gosto da metáfora, me remete instintivamente a outras percepções, mas o ‘efeito cebola’ desses meses de transição são mesmo desagradáveis. Começamos o dia com casacos (ainda está frio), até a metade do dia tira-se todas as cascas, - várias camadas como uma cebola - (o calor anunciando o verão que se avizinha), e no fim do dia retornam os casacos (o frio está de volta). Haja paciência e saúde! Ainda assim essa é minha estação eleita!

É hora de sair da toca, deixar a caverna. É o fim do período da hibernação, e é assim que me sinto. Junto com o calor, com o sol, vem uma carga nova de motivação, de energia, de criatividade, a libido se alinha a essa nova vibração e vamos nós para uma nova volta dessa montanha russa.

Especialmente para um ‘pé de feijão’ essa estação é pertinente e especial! 

Clorofila a parte, tenhamos todos uma boa PRIMAVERA!

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
Cecília Meireles

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

6/9 - DIA DO SEXO?


Tenta-se fazer o dia de hoje 6/9, o dia do sexo. Eu acho isso de ‘dia do sexo’ uma coisa meio gozada [TROCADILHO INFAME – mode ON]. Precisa instituir um dia para essa prática? O próximo passo seria o dia da ‘respiração’? Tststststs

Claro que há uma jogada, e boa, de marketing nisso tudo. E boas ideias tem acesso livre na minha agenda! Então eis aqui o meu apoio, desde que não vire mais uma data comercial.

Às vezes quando estou num lugar muito cheio de gente, numa das minhas viagens solitárias, eu penso ‘cada pessoa dessa veio de uma bimbada...’ – claro que o termo ‘bimbada’ foi substituto para fins didáticos. Filosofias e bêbes de proveta a parte, é sexo pra caramba!!!

Por falar em sexo, escrevo esse post direto da Cidade Maravilhosa, ou seja, possivelmente a cidade mais sexy do Brasil. Certamente o calor e a natureza exuberante desta cidade propiciam climas ideais para que os feromonios entrem em ebolição.

Infelizmente não vou poder comemorar esse dia a caráter e com o devido mérito. Apesar de toda essa ‘vibe carioca’, sexo casual não faz muito meu estilo (só muito casualmente mesmo - hehehehehe)! Portanto, cada um no seu quadrado.

Ainda bem que vou ter mais outros 364 dias para me redimir!

Castidade a parte, o que não tem cabimento é eu ficar aqui escrevendo, enquanto lá fora há tanto para se viver. Sendo muito pertinente cito Carlos Drummond de Andrade:

"A minha vontade é forte,
mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca."




sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR




“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo 
e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas  
de que eu me lembre.”
Clarice Lispector


Hoje fui assistir “SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR” monólogo com Beth Goulart, que também escreveu e dirigiu o espetáculo.

E não definiria de forma diferente, foi mesmo um espetáculo. Interpretando a própria escritora, Beth passeou elegantemente por obras e biografia de Clarice.

A narrativa das ânsias e pensamentos da escritora traduz exatamente o que qualquer escritor, ou aspirante como esse que escreve, sente, e é emocionada e emocionante.

Beth Goulart está impecável, e falo isso como publico leigo que sou, afinal, acho que somos nós, o publico, o grande objetivo a ser atingido. Nessa peça eu, enquanto objetivo, fui atingido.

Um dos pontos altos foi, sem duvida, a narração da dicotomia entre um momento de profunda felicidade e o seu encontro desastroso com um rato ruivo. Entre momentos mais taciturnos e outros, como esse de leveza e humor, a peça se desenrolou faceira.


“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. 
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
 Clarice Lispector

Tenho certeza que só não aproveitei mais e melhor a encenação por falta de aprofundamento pessoal na obra de Clarice. Essa minha carência acabou dificultando a apreciação instantânea do texto mais denso e profundo, que pela velocidade impingida pela dinâmica das cenas acabava não sendo completamente absorvido e apreciado. Via-se nitidamente que aquele mesmo texto num livro seria melhor e mais calmamente degustado.
Resultado disso? Fome por mais Clarice Lispector!!

Sorte minha que está rolando a alguns metros da minha casa a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, a maior feira aberta da América Latina. Aqui tem sobre a feira do ano passado.

Depois da peça, aconteceu um debate sobre a obra da escritora. Pena que não deu para eu ficar, deixei o teatro olhando para trás.

O interior do estado (RS) agora vai receber esse presente que o SESC está proporcionando.

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: 
pensava que, somando as compreensões, eu amava. 
Não sabia que, somando as incompreensões 
é que se ama verdadeiramente. 
Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.”
Clarice Lispector

domingo, 27 de setembro de 2009

REVENDO CONCEITOS


Certamente estou precisando rever meus conceitos.
Nunca pensei que eu fosse um tipo de pessoa preconceituosa, alias, muito antes pelo contrario, sempre me achei predisposto a encarar os fatos com a mente o mais aberta possível, lógico que respeitando os meus valores, sabendo que há coisas em que se pode evoluir, crescer e aprimorar, mas em contrapartida há valores intocáveis.
Apesar, então, de considerar minha mente zona livre de preconceitos, os dois últimos reality shows da Globo me provaram o contrario. É bom cair do cavalo, vez em quando...
Sei que Reality Shows são super picháveis, mas como fenômenos de audiência alcançam seus propósitos e acabam de fato amostrando um pouco do povo em questão. Certamente as edições manipulam os conceitos a serem assimilados, mas isso também faz parte do show, uma pena é ver que os telespectadores acabam sendo mesmo manobrados. Mas não são os programas que estão agora em questão, mas sim um “preconceito” que acabei descobrindo em mim.
No ultimo BBB, o de número 8, eu e boa parte dos brasileiros que acompanhavam o programa, nos deparamos com uma morena exuberante, dessas que o corpo explica a participação na atração. Falo de Priscila, que foi apedrejada por todos no começo, mas que teve uma trajetória brilhante no programa. Eu, no meio da massa, era mais um que torceu o nariz pra ela como pessoa no começo, mas que no fim torceu pra ela levar a bolada. Não ganhou o premio, mas ganhou mais que isso. Não provou ser uma santa, por que não era, provou apenas que ser do seu próprio jeito é muito melhor. Posso, é claro, ter me enganado, mas acho essa um mulherão em qualquer sentido.
Quando achei que havia aprendido a lição veio o “NO LIMITE 4”, que terminou neste domingo. Como já disse, sou um consumidor de programas bem feitos, bem estruturados, e esse foi mais um projeto tecnicamente impecável!
Logo na apresentação dos competidores antipatizei 100% com uma das participantes. Jéssica dizia que ia provar não ser apenas bonita...  – Pensei eu, quer ir no lastro da Priscila... Além da antipatia, não achei ela bonita, a frase soou ainda mais indigesta! Pra piorar ela ainda se envolveu com um outro participante, o que achei completamente fora do foco. Cada programa com seu objetivo!
O que aconteceu? Dia-a-dia, prova a prova, eu fui vendo quem era aquela aeromoça. Não falo em exemplo de vida, mas em termos do jogo, ela foi a melhor... Pronto me peguei torcendo justo por ela!
Jéssica, assim como Priscila, também não ganhou o prêmio máximo, mas espero que ela possa brilhar e ganhar os seus 15 minutos de fama e o seu gordo cachê de um muito provável ensaio sensual.

Moral de história: eu tenho que aprender que não importa se é mulher ou homem, bonita ou feia, rica ou pobre, gaúcha ou mineira, eu tenho que aprender a pós-conceituar as coisas, e sempre, mas sempre mesmo deixar espaço para o “acho que me enganei de novo”...

“EU PREFIRO SER ESSA METAMORFOSE AMBULANTE, 
DO QUE TER AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO...”
Raul Seixas


quarta-feira, 27 de maio de 2009

ÀS VÉSPERAS DE UM SONHO


Eu tenho andado um pouco ausente.
Minha familia em Camaquã que o diga.
Meus amigos que o digam.
Eu mesmo que o diga.

A faculdade tá chamando mais.
O trabalho, nossa, esse tá chamando muito nessas semanas.
Mas o que mais tem me consumido é uma outra coisa....

Acredito que em um pouco mais de um mês eu esteja realizando um grande sonho...
Vou deixar pra falar disso quando tudo tudo estiver 100%.
Essa ansiedade tá me matando....

segunda-feira, 30 de março de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

BASTA ESTAR VIVO

A pouco mais de um ano eu escrevia no blogue sobre a morte de um grande amigo, e é isso que me traz novamente aqui hoje!

Pensei muito se deveria escrever sobre isso, essa catarse meio pública, mesmo esse amigo já não sendo mais tão próximo de mim.

No entanto, como a memória, definitivamente, não é o meu forte, optei por escrever, afinal, já que não pude dizer um adeus pessoalmente, deixo esse post como essa despedida não realizada.

Rodrigo Tommazzoni, o conhecido “Donner” morreu num acidente de carro na manhã do dia 11/02.

Dele ficaram boas lembranças do tempo em que éramos amigos mais próximos, numa época onde tudo tinha cores diferentes. As histórias engraçadas que certamente todos seus amigos tem aos quilos pra contar, eu também tenho.

Quando a gente fala de alguém que morreu, tende a indulgência, mas no meu caso, posso garantir que esse guri tinha a ficha limpa. Deve ter aprontado das suas, mas to aqui pra falar daquela risada fácil, gostosa e peculiar.

Nessa última sexta-feira 13 eu estava num bar com meus amigos curtindo uma roda de violão, uma música ao vivo e celebrando a vida, quando dedicaram a esse amigo uma música... e a festa continuou...

Foi assim que eu soube que ele tinha partido. Foi esse o tempo que dedicaram a memória dele num pub que se confunde com nossas histórias.

A festa continua... o mundo não pára... as pessoas seguem suas vidas ... e vi assim, a olhos nus, o quanto somos realmente pequenos, ínfimos, miseráveis...

Há quase dez anos estávamos os dois indo a esse mesmo pub que fica na Cidade Baixa, quando fomos interceptados por uns nove delinquentes, e não eram nem oito horas da noite, o que na época era sinônimo de segurança.

ASSALTADOS, de assalto.

Tudo foi muito rápido, mais rápido que a minha capacidade de assimilação. Num segundo os marginais escolheram ele como a vítima e nesse mesmo segundo atacaram. Levaram carteira, celular, relógio e um soco infausto no lábio custou-lhe alguns pontos. Comigo, ali do lado, não aconteceu absolutamente nada, nenhum arranhão naquela cena que não durou mais que 3 segundos.

Ele foi para o Pronto Socorro com a família, e eu... eu fui para o pub, aquele mesmo pub...

Acho que nada mudou nesses quase dez anos...



"Morrer é apenas não ser visto.
Morrer é a curva da estrada."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

... ACONTECE ...



"Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar"
(Renato Russo)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

DE TANTO VOAR, ACHEI VOCÊ

Um ano de namoro!

Quem diria! O personagem avulso do seriado se converteu num namorado quase comportado!

Não vou fazer balanço desses 12 messes, às vezes, acreditem, balança por si!!

A trilha sonora desse enlace é extensa, mas hoje optei por uma nova canção que tenho me identificado, nesse caso a dois.

Nosso 1º tema de 2009.


PÁSSAROS

Eu conheço a imensidão do céu
Pássaro que sou,
Mergulharei de vez
Uma vez ou três.
Duzentos por hora, ou algo mais,
Na velocidade de encontrar você
Te merecer
Voar, sem ter onde chegar.
E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva,
Beijarei o sol.

\Amanheceu
É hora de voar\


Sigo meu instinto animal,
Cruzo mil fronteiras
Garimpando amor,
Semeador.
De tanto voar achei você,
Multicolorido exatamente igual
Ao meu astral.
Melhor é voar a dois
E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva,
Beijarei o sol,

\Amanheceu
É hora de voar\

(Composição: Mikael Mutti)

"Se você não demorar muito,
posso esperá-la por toda a minha vida."

(Oscar Wilde)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

UM ANO DO PÉ DE FEIJÃO



Já um ano do Pé de Feijão!!

Não parece que foi ontem, mas passou bem rápido esse ano, sem dúvidas!

Antes do retrospecto, na ordem: meu aniversário foi bem legal, comemorado com as pessoas certas! Meu Natal foi como o esperado, família reunida e celebrando ao menos a união dos corpos. Já o réveillon finalmente foi especial. Uma noite incrível e memorável como deve ser a celebração de um ano bom que se encerra e a prospecção para um melhor ainda!!

No balanço geral de 2008 correu tudo conforme o planejado e previsto. Revisitando o 1º post percebi que tive um ano justo. Mais ou menos como previ.

Junto com um ano do meu blog posso comemorar um ano de faculdade e um ano de namoro. E considero essas três coisas bem sucedidas!

O blog é meu bom companheiro, e com ele aprendi a compartilhar emoções e principalmente enxergar emoção em linhas alheias! Se mais pessoas usassem esse recurso eu garanto que alguns consultórios estariam mais vazios.

A faculdade foi uma feliz surpresa. Precisei de uns trinta anos para perceber que sou mesmo inteligente (não modesto? – hehehe – nada disso), a verdade é que por um sem-número de motivos sempre desacreditei o meu intelecto, mas a VIDA esta sendo generosa comigo e vem me mostrando qualidades que nem eu imaginava. Espero que em 2009 a VIDA não me mostre mais defeitos, desses que tenho ciência já me são suficientes!

Ainda no meu primeiro post eu comentei que gostaria de achar um “chinelo velho” pra mim. Bom, menos de quinze dias depois já estava eu todo cercado! E pra quem não acreditava mais que iria se apaixonar, a VIDA, essa generosa e às vezes caprichosa, veio me mostrar que há muito o que viver!

No meu trabalho continua tudo ótimo. Posso dizer que melhor ainda. Reconheci que algumas pessoas de lá são muito mais que meras colegas. Descobri que lá eu tenho amigas verdadeiras em que posso confiar coisas preciosas! É essa minha VIDA, aquela que já falei, a generosa demais!

Minha família manteve o passo, e isso não é bom. A saúde do meu pai permanece delicada e todo o peso do mundo nas costas da minha mãe. Nesse caso devo dizer que a VIDA está sendo bastante injusta!!

Também nesse ano que passou consegui publicar na web o meu livro (MATÉRIA DE CAPA) e obtive assim as primeiras opiniões, esperei mais participação dos amigos, mas também já sou crescidinho o suficiente para entender que as coisas acontecem no seu tempo certo, então me despreocupo com isso! – Infelizmente em função de faculdade, trabalho, namoro, amigos, família, festas, etc. fiquei impossibilitado de dar andamento nos novos projetos literários. Mas eles já começam a amadurecer aqui na muringa!

Também teve o lance do meu apartamento. O contrato ta demorando pra sair, mas estando tudo aprovado fico mais tranquilo. Espero que em 18 meses já esteja tudo finalizado! Como esse projeto é longo, o Pé de Feijão vai ainda ouvir muito falar disso!

Pra encerrar a minha retrospectiva devo comentar sobre dois fatos que me chamaram a atenção no fim de 2008 e começo e 2009.

A famigerada reforma ortográfica que entrou em vigor dia 1º de Janeiro. Foram poucas mudanças, mas muita polemica. Imagino em Portugal onde houve mais alterações!! Sinceramente, mudanças sempre assustam um pouco, mas me nego a acreditar que fizessem alguma coisa de maneira leviana. Espero que o transtorno do novo seja realmente edificante num futuro próximo. Por hora só vejo dor e ranger de dentes.

E por fim, mas não menos importante, ou ultrajante, expresso meu repudio as declarações infelizes do Sumo Pontífice Bento XVI. O homem disse que "salvar" a humanidade do comportamento homossexual é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento.

Sempre fui Católico e considero minha religião genuína e sem duvida o melhor meio de se chegar e permanecer em Deus. No entanto, tenho noção de que a minha Igreja apesar de Santa é dirigida e permeada por homens, e esses sim, são capazes de errar, e erram feio, alias estão se tornando experts em errar, séculos após séculos.
Mesmo assim, crendo vorazmente na força do Espírito Santo, permaneço tentando me manter católico e nadando contra a corrente avalio a parte humana da história e tento com todo meu ser aliviar esse monte de bosta de segregação que esse Papa disse as vésperas do Natal, achei muito pertinente e oportuno, não!?!
Não sei se cabe uma declaração assim, mas sinceramente eu não vejo muito do amor de Deus nos olhos vazios desse homem, entretanto acredito que para ocupar o cargo que ele ocupa deve de ter qualidades divinas, pena que não as vejo!
Depois do Alzheimer, é o Ratzinger o alemão que mais me mete medo!

Saudades do João de Deus!


Falando em Deus em todo esse post onde lê-se VIDA, favor leia-se DEUS!!


FELIZ 2009 PARA TODOS NÓS!!!!

"Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo"

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

COMEÇO DO FIM


É o começo do fim do ano!

Não sei se considero mais um ou menos um ano, mas enfim, de qualquer forma 2008 está em seus derradeiros momentos e o suplicio rotineiro de fim de ano se apresenta.

Junto com tudo isso tem o meu aniversário, Natal e o Réveillon, nessa ordem.

No meu aniversário a vontade de reunir os amigos e a dificuldade de fazê-lo no fim de ano.

O Natal é a correria que me angustia, ir para Camaquã e encontrar minha família que ta submergida em problemas que eu não posso solucionar, e ainda ter que fazer X pra foto!

E no auge, o Réveillon que ainda é uma incógnita aterradora.

Meu aniversário tiro de letra, um, dez ou cem amigos reunidos, pra mim a festa é a mesma. Natal vai ser o que ta traçado, mas o Réveillon, esse eu queria ESPECIAL.

Há alguns anos que procuro esse 'algo, alguma coisa' especial. Catando essa noite já até tentei passar sozinho numa festa intima (bem intima) pra mim mesmo, nem isso deu certo, sempre aparece alguém, o que não significa necessáriamente boa companhia e nem o inverso também!

Vou tentar fugir de Porto Alegre, mas se não der também, azar! Minha felicidade me acompanha onde quer que eu vá, ela não vive sem mim e tampouco eu sem ela.

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O COMEÇO DO FIM DO MUNDO?
A tragédia em Santa Catarina com as enchentes, avalanches e soterramentos tem ocupado muitíssimo espaço na mídia. Se existe algum lado bom na tragédia esse lado é a solidariedade das pessoas que estão ajudando a reconstruir as cidades destruídas. O Brasil se uniu solidariamente, o Lula foi pessoalmente, o Papa enviou mensagem condolente.

Meu lado racional se consternou com toda essa tragédia, mas confesso que fiquei preocupado com algo que aconteceu comigo, ou melhor, algo que não aconteceu comigo.

Não sei por que, tenho várias hipóteses, mas de alguma forma toda essa tragédia com mais de 100 mortos, de fato não me sensibilizou como eu esperava. Tenho até medo de ser mal interpretado com essa colocação, mas essa é a verdade.

Parece que só o lado esquerdo do meu cérebro processou essas informações. Vejo tudo e ajo como se deve esperar de um ser-humano nessas situações. Sem hipocrisia, me preocupo com a situação, é claro. Até o pessoal no meu trabalho está bem mobilizado arrecadando mantimentos e dinheiro. Sei das dimensões da tragédia mas não consegui me por no lugar dos flagelados.

Talvez por já ter acostumado meus olhos a essas tragédias que acontecem no mundo afora cada vez com mais freqüência. Talvez por estar com a cabeça cheia demais com os meus problemas que também chegam em avalanches. Talvez eu tenha perdido a capacidade de me sensibilizar emocionalmente com o próximo. Talvez porque esteja cômodo demais o conforto seguro do meu apartamento, talvez, talvez, talvez... A verdade é que eu não sei o por que.

Pode parecer loucura, mas o fato de eu estar preocupado com isso me deixa menos preocupado!
De qualquer forma fé eu ainda tenho e vou rezar. Por eles, por nós, por todos.

"Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se."
(Betinho)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NEGÓCIOS A PARTE


Recebi hoje, logo cedo, um e-mail que fez o meu dia bem mais feliz!

Quase como uma criança que ganha um doce.

Um e-mail com não mais que duas linhas, mas um e-mail muito especial pra mim!

Aniele, a remetente, é uma amiga de longa data. Uma dessas pessoas que não se encontram muitas pela jornada.

Trouxemos nossa amizade de Camaquã, onde passamos por muitas e boas. Em nossas biografias certamente teremos uns bons capítulos juntos. É tão bom amar tanto os amigos que suas vitórias acabam sendo um pouco nossas também. E é isso que sinto vendo a vida dos meus amigos cada vez melhor encaminhada.

Pois bem, essa dileta amiga hoje me deu um feedback que espero há tempos:

“Oi Joaoo

Esse e-mail é só para dizer que estou no capítulo 10 do teu livro e que ele é Super!!!


Quero terminá-lo antes do final do ano, aí poderei falar dele como todo.


Bj


Ani
”


Simples né! Mas ótimo de ouvir, digo, ler!

Não pelo elogio, que poderia ser também uma critica, mas pela presença amistosa de alguém de casa no meu terreno.

Quando o site do meu livro foi pro ar eu divulguei o endereço timidamente a alguns amigos. Esperava que eles entrassem, lessem, comentassem e certamente me dessem alguns toques para melhorar, corrigir e afinar o meu texto.

Não foi o que aconteceu.

Entraram, olharam o layout, fizeram comentários superficiais e previsíveis. É foda não ter amigos chegados em leitura.

Claro que fiquei chateado, mas nada que me surpreendesse de verdade. Afinal não se pode cobrar certas coisas que deveriam ser espontâneas.

Juro que se eu tivesse um amigo ‘escritor’ que contasse com minha opinião eu ia ser MUITO presente. Eu devoraria o livro dele, ruim ou bom, eu seria altamente interativo.

Voltando pra Ani, essa leitora foi uma surpresa devastadora!

Não que outras opiniões não contem, mas sei que ela tem um olhar especialmente criativo. Vou esperar ansioso pelo comentário final dela. Bom ou ruim eu vou abraçar essa opinião com entusiasmo e atenção.

Não tenho para agora pretensões literárias, mas com certeza gostaria de aprimorar minha escrita, e sei que há um longo e árduo trabalho pela frente.

Todo esse post só pra dizer que estou feliz por ter uma leitora AMIGA.

Coisas de um pai ansioso.

Ah, pra quem não conhece o livro, segue o link: Matéria de Capa

Já sabem que visitas e opiniões são muito bem vindas!

"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse."
Friedrich Nietzsche

sábado, 15 de novembro de 2008

MARKETING





Matéria de Capa



"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

54ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Pois é, está rolando aqui em Porto Alegre a 54ª Feira do Livro, a maior feira a céu aberto da América Latina. (de 31 de outubro a 16 de novembro)

Isso acontece bem na frente do meu trabalho, ou seja, era pra ser um prato cheio, mas de fato não é!

Não gosto muito de aglomerações. O centro de POA por si só já é uma confusão de gente que não me agrada, mas que por força do hábito me adaptei, mas em tempos de Feira o caos se torna assustador!

Gosto da idéia, gosto do resultado, mas não gosto de participar.

É inspirador ver tanta gente comprando tantos livros, chega a me dar esperanças. Existe uma pesquisa que garante que nós gaúchos somos os maiores leitores do país, eu não duvido.

O fato é que eu não sou um grande leitor. Adoraria ter mais tempo para poder me dedicar a leitura, mas falta tempo pra tudo nessa nossa vida alienada. Sim também sei que tempo é a gente que faz e isso é uma desculpinha muito da fajuta!

Queria muito ter ido na sessão de autógrafos da Martha Medeiros, mas a faculdade gritou meu nome mais alto e não deu pra ficar!

Por enquanto só dei uma passada lá com minha amiga e colega Rosi, mas muito de soslaio!

Queria estar ali lançando um livro meu. Que lindo que é sonhar, sonhar não custa nada!!

Simbora que a semana ta começando de novo e amanhã é dia de mau-humor!

"Todos nós temos nossas máquinas de tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos."
Jeremy Irons



terça-feira, 14 de outubro de 2008

Se não fosse Veronika, seria eu

“Preciso me controlar. Sou alguém que leva até o fim qualquer coisa que decide fazer.”
Era verdade que levara até as últimas conseqüências muitas coisas em sua vida, mas só o que não era importante – como prolongar brigas que um pedido de desculpa resolveria, ou deixar de ligar para um homem pelo qual estava apaixonada, por achar que aquela relação não ia levar a nada. Fora intransigente justamente naquilo que era mais fácil: mostrar para si mesma sua força e indiferença, quando na verdade era uma mulher frágil, que jamais conseguira destacar-se nos estudos, nas competições esportivas de sua escola, na tentativa de manter a harmonia em seu lar.
Superara os seus defeitos simples, só para ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência da mulher independente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos a olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, no convento, olhando a televisão que nem sequer sintonizava os canais direito. Dera a todos os seus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar – e gastara o melhor de suas energias tentando se comportar à altura da imagem que criara para si mesma.
Por causa disso, nunca lhe sobraram forças para ser ela mesma – uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava de outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tinham reações imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como ela, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, considerando-o inferior e “ingênuo”.
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com sua força e determinação, mas onde havia chegado? No vazio. Na solidão completa. Em Villete. Na ante-sala da morte.

Veronika decide morrer / Paulo Coelho. – Rio de Janeiro: Objetiva, 1998 p.74

sábado, 20 de setembro de 2008

Foi o 20 de Setembro o precursor da liberdade

Hoje é feriado de 20 de setembro!! Orgulho da Revolução Farroupilha, dez anos de combates contra o Império!! Caiu também num sábado!! Que lastima!

Eu estava aqui revirando meu baú de pensamentos e avaliando o que essa data significa realmente pra mim, um gaúcho!

Não há como negar que corre nas minhas veias esse sangue farrapo. Uma ligação meio sobrenatural com esses fatos que banharam de sangue o nosso pampa. Um orgulho quase tangível de ser gaúcho, um pulsar mais forte no coração ao ouvir um vanerão, ou Hino Rio-Grandense e inevitável.

Incrível, mas essa ideologia arraigada só pode vir de piá! Hoje sou metropolitano, vivo em Porto Alegre, o chimarrão é quase diário, mas há anos não sei o que é montar num cavalo, bombacha não me veste desde os 15 anos, baile gaudério não vou desde meus tempos de invernada, mas ta tudo ali no meu gene. É mais ou menos como o samba para brasileiro, podemos não gostar, mas é um patrimônio, uma insígnia!

Mas não era isso que queria dizer, dedos e teclado têm vida própria mesmo!

Eu queria dizer que, sem dúvida, povo gaúcho é muito diferente do resto do Brasil, isso sem ufania, sem barreirismo, sem ser egocêntrico. Quem já veio pra cá sabe como há diferenças maiores que o sotaque. Na verdade e no passado esse povo do sul, os farrapos, foram GRANDES, fizeram bonito, deram-nos o direito de ter orgulho de sermos gaúchos, mas o tempo passou!

Não vejo mais em nós a força para batalha que o Brasil precisa. Hoje estamos todos num mesmo marasmo, indignados e acomodados! Pior que ser alienado a política e ao governo é não ser alienado, mas ser acomodado!

Como pode um povo aceitar o que nosso povo aceita?

Como pode?

Não sei, mas eu também aceito. Minha indignação não mudou nada até hoje. No máximo consigo abrir os olhos de alguns amigos, e torná-los, como eu, inconformados acomodados!
No nosso hino há um verso incrível:

“Sirvam as nossas façanhas
de modelo a toda a terra.”

“Mas não basta ser livre
ser forte, aguerrido e bravo
o povo que não tem virtude,
acaba por ser escravo.”


Acho que ele acaba servindo pra nós mesmos!

Me indigna protestos vazios e sem obras como a que fiz! Clichês não mudam nada em lugar algum, e eu faço parte disso!
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