sexta-feira, 9 de abril de 2010

H1N1 - TÔ VACINADO!

Hoje fui vacinado contra a gripe H1N1 – vulgarmente conhecida como gripe suína.

Apesar de existir todo um calendário apropriado de prioridades, os postos de saúde aparentemente não estão se negando a imunizar quem quer que seja, a não ser os idosos que terão em outra data acrescidas as vacinas tradicionalmente aplicadas. Eu tendo crônicos problemas respiratórios não encontrei dificuldade em conseguir minha dose.

Como em outras vezes, fui com o pessoal do escritório onde trabalho, em pequenos grupos. Esse método sempre funciona, uns incentivam os outros e acabamos mascarando a atividade.

Na internet houve uma enxurrada de noticias catastróficas quanto aos efeitos adversos desta vacina, e até planos conspiratórios, no entanto os especialistas garantem que foi um exagero. Eu preferi arriscar!

Ano passado, no auge da gripe aqui no Brasil, nós aqui do estado mais afetado (RS) realmente ficamos alarmados com o que vimos. A OMS (organização mundial de saúde) emitiu o alerta de pandemia e os números começaram a preocupar. Foram semanas de pânico. Escolas e faculdades fechadas, shows e eventos cancelados, hospitais em operações de guerra, quarentenas em todas as partes.

Fontes, até então confiáveis, nos alarmavam ainda mais. Graças a Deus o inverno passou e também o risco de contágio. No fim das contas nunca se soube ao certo o tamanho da epidemia e suas efetivas conseqüências. Seria uma grande jogada dos laboratórios? – não sabemos, acho que nem saberemos. De qualquer forma, para garantir, fiz minha parte, teoricamente, se o vírus não mutar, logo estarei imune ao H1N1.

Agora é esperar os efeitos colaterais. Não é negativismo nem fatalismo, é apenas a voz da experiência de quem conhece seu organismo há mais de trinta anos. Desde meus três anos de idade tenho diagnosticado essa minha fragilidade do sistema imunológico, coisa que já me foi muito mais preocupante, que felizmente agora, com o passar dos anos, tem se rarefeito. 

Certamente vou dar um ‘update’ neste post contando se tive ou não qualquer reação à vacina. Tomara que não, mas acho que sim – hehehehe.

 UPDATE: nenhuma reação registrada! Ué?! - melhor para mim!! [14/04/10]

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CLARICE NA CABECEIRA


Para escrever bem é preciso, imperiosamente, ler muito. Por todos os motivos facilmente presumíveis e lógicos. Eu não o tenho feito, consequentemente meus textos tem se tornado cada vez mais medíocres e rasos. Na verdade estou soterrado pelo frenético dia-a-dia.

O sopro que tem me revivido vem de ninguém menos que Clarice Lispector.

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."

Esse monstro é uma das autoras prediletas do meu modesto repertório. Clarice é sem sombra de dúvida uma autora completa, um exemplo de escritora. Para esses pseudo-escritores, como eu, é um balsamo de inspirações.

Me apaixonei e me aprofundei mais pelo mundo de Clarice com a peça de teatro “SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR” magistralmente interpretada por Beth Goulart. Foi ali, o mais próximo possível de Clarice, que percebi que embora com talentos incomensuravelmente incomparáveis, eu tinha os mesmos pensamentos sobre ‘escrever’ que ela um dia teve. A mesma vibração. 

Sabendo disso meu irmão presenteou-me no Natal com um livro especial de Clarice. “Clarice na cabeceira” é um livro de contos selecionados afetivamente por leitores, mas não por meros leitores, e sim por 22 personalidades do cenário cultural. 

Além de essas figuras emblemáticas indicarem seus contos prediletos, eles ainda comentam e explicam essa predileção e sua relação com Clarice, o que acaba deixando o livro duplamente interessante.

"E se me achar esquisita,
respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar."

Pra terminar, só posso dizer que o nome do livro (CLARICE NA CABECEIRA) lhe é extremamente pertinente!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

YO NO CREO, PERO QUE LOS HAY!


Possivelmente, não provavelmente, isso tenha alguma relação com minha inserção no mundo católico durante infância, adolescência e um pouco da vida adulta. A verdade é que o mundo dos anjos, demônios e afins sempre povoaram, ou super povoaram meu imaginário.

Me aproximar desse tema, seria no mínimo, um caminho natural, e essa semana fui empurrado a uma reflexão mais profunda. 

Quando conectei meu pendrive na TV (minha TV lê direto .mp4, .rmvb, e .avi, e me facilitou tanto a vida), e vi quais eram meus arquivos ali salvos, percebi que ando meio tendencioso demais e que a mídia se aproveitou desse filão avassaladoramente.

No pen os filmes: Anjos e Demônios, Arrasta-me para o inferno, Garota Infernal, Legião e os últimos dois episódios da série Supernatural, que tem narrado esse tipo de guerra apocalíptica de humanos, anjos e demônios.

Tudo bem que isso reflete muito meu gosto, mas estou falando de filmes recentes, programas recentes. Tudo bem, eu compro a idéia, mas a oferta ou demanda controlam o mercado?

Por essas semanas também revi O exorcismo de Emily Rose, um dos filmes que mais considero dentro de todo esse gênero. Acho eficiente a mensagem (inspirada em fatos reais) de que às vezes é preciso ver o diabo para acreditar em Deus.

Sei que esses filmes super-produzem as ações demoníacas, natural, precisam iludir, abrilhantar, chamar publico para as salas de cinema, no entanto isso acaba relegando o ‘capeta’ a um nível ficcional demais. Não acho bom comparar os demônios, ou o próprio Lúcifer (o anjo mais belo, o anjo de luz), com, por exemplo, os vampiros e lobos da saga Crepúsculo.

Se eu acredito em demônios? – Eu acredito em Deus, e acredito num homem corruptível. Acredito que um dos seus principais ardis seja ocultar-se na sua própria incredubilidade. Sim, os demônios existem.

Talvez não dessa forma, tão humanamente desenhada. Talvez menos institucionalizados. Mas crer no céu implica em crer no seu adverso, crer em anjos, da mesma forma.

Também não acho que caiba agora eu filosofar como Rousseau ou Hobbes sobre a natureza do homem, se somos genuinamente bons ou maus. Sei que cada um tem seus demônios particulares, mas são de outros que falo hoje.

Se eu fosse um demônio, não possuiria mais ninguém como outrora, vai que me exorcizem pra sempre. Eu seria mais ‘demoníaco’ - hehehe -, usaria muito a internet, assopraria nos ouvidos dos políticos, incentivaria os pedófilos, os assassinos, os passionais, os fracos, os drogados. Seduziria, incitaria todos os pecados, principalmente os capitais, esses já estão ‘prestes’ a qualquer um. Ninguém poderia me acusar. Eu estaria exposto no cinema, na TV, nos blogs, e mesmo assim estaria fora de alcance. Livre, oculto, quase onipresente. 

Esses tempos modernos facilitaram muito a vida dos demônios, hein!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

PORTO ALEGRE ME TEM... NÃO DIGA A NINGUÉM


238 ANOS!

PODIA SER MELHOR... MAS CONFESSO QUE PORTO ALEGRE ME TEM...

Sério, não sei até que ponto isso pode ser acomodação... mas Porto Alegre me cativa demais...
Vim construir meu mundo aqui... e pode ser sindrome de Dorothy, mas acredito que: "não há lugar como nosso lar!"

PARABÉNS PORTO ALEGRE!


quarta-feira, 17 de março de 2010

GUNS N'ROSES - CHINESE DEMOCRACY

Não sou o tipo de cara com atitude Rock’n Roll, conseqüência de eu não ser ligado nesse tipo de musica. Mas independente de gostos pessoais, eu me curvo aos bons e velhos clássicos e não jugo legendas! Além de eu não querer ter arrolado entre meus defeitos “bitolado, limitado, fechado”. É preciso transigir.

Ontem, Guns’n Roses veio pela 1ª a Porto Alegre, e quem sabe única vez, e oportunidade como essa não se pode deixar passar.

Confesso que peculiaridades de grandes shows como este, não me animam muito, como o transito caótico, filas exorbitantes, ambientes aglomerados e esperas inconfortáveis. Mas “Em Roma, como os romanos!”.

Foi decepcionante depois de tudo isso, chegar no local do show e ver o palco ainda em construção. Isso mesmo! Passava da hora de abertura do show e sequer os equipamentos estavam montados e em condições de uso.

O motivo para tamanho despautério foi explicado mais tarde. Segundo eles, todo o equipamento havia sido destruído no incidente do Rio de Janeiro (parte do palco caiu devido aos fortes ventos e a chuva), onde o evento foi até adiado.

A banda gaúcha de abertura (prevista para as 19hs) subiu ao palco quase a meia-noite, e ainda teve que enfrentar um publico em eminente fúria. A outra banda gaúcha que também abriria o show sequer subiu ao palco. Posso imaginar o quão frustrante foi para essas pessoas... coisas do show bussines.

A abertura oficial do show foi depois da uma da madrugada, com o simpático Sebastian Bach ex-Skid Row, o que arrefeceu os ânimos e deixou o público em ponto de bala para a esperada estrela da noite.

Muitas horas depois do previsto Axl Rose invadiu o palco com toda a propriedade de um grande ídolo. Ninguém esperava o mesmo Axl e o mesmo G’NR do começo da carreira, mas quase posso garantir que ninguém saiu decepcionado com o show em si. Depois que tudo ficou pronto, quase tudo funcionou 100%. Com tantos clássicos no repertório, não seria difícil fazer um show imperdível. Como todo bom show ,bem produzido, o telão em alta definição fez a diferença e as intervenções pirotécnicas foram precisas e eficientes.

Lá pelas tantas da madrugada, já bem avariado pelas variáveis mencionadas, eu dei por vencida essa missão. Não sai dali mais fã de Ronk’n roll, nem menos. Deixei aquele lugar com a normal perplexidade que esse tipo de evento me incita. Como pode uma pessoa (ou banda) atrair, fidelizar e mover a vida de tantas pessoas?
Muitos eventos tem poder semelhante, mas a música é realmente um fenômeno inexplicável!


sexta-feira, 12 de março de 2010

DNA - LENNY'S MIND


Lá em casa, somos três filhos homens, apesar de inúmeras e frustradas tentativas do contrário pelos nossos pais.

Três irmãos que compartilham as mesmas fontes de DNA, que tiveram a mesma criação, os mesmos modelos, o mesmo padrão social e que dividiram a casa, o quarto e a vida diária por quase 20 anos, mas que mesmo ante a todas essas circunstâncias uniformes, são três pessoas COMPLETAMENTE diferentes.

A começar fisicamente: O mais velho – nasceu loiríssimo, olhos verdes. O do meio - nasceu moreníssimo, olhos negros. O caçula – nasceu ruivo, olhos azuis. – Discrepância que minha mãe suou para explicar ao meu pai. (hehehehe – o próximo seria japonês?)

Toda essa diferença não é nada perto das personalidades. Abismos ainda maiores.

Mas hoje venho falar do meu irmão mais velho, Clênio, e também apresentar o seu blog “LENNY’S MIND” – porque esse titulo? Acho que é algo meio esquizofrênico, muito dele, algo do tipo alter-ego, mas isso importa?

Nós, apesar de caminharmos numa mesma direção, acabamos nos vendo bem menos que o ideal. Talvez por ele ser profundo e superficial e eu ser superficial e profundo?! Talvez por eu enxergar o copo sempre meio cheio, e ele enxergar o copo sempre meio vazio? Talvez por ele ser escorpião demais e eu sagitariano em excesso. Não sei. Mas estamos ligados de forma inevitável, por um passado, pelo sangue, pelas escolhas.

Culturalmente, devo a ele boa parte do meu acervo intelectual e artístico, talvez ai resida nossa maior afinidade. Não gosto de tudo ele gosta, ele não gosta de quase nada que eu gosto, mas há uma sincronia, uma sinergia nesse aspecto.

De fato, além da língua afiada e a irônia politicamente incorreta, o que realmente temos em comum, é um amor, o amor pelas letras, pelas palavras, pelas frases, pelos textos. Eu amo escrever, amo criar, amo inventar realidade – ele também, e quem há de negar que esta lhe é superior?

Nossa literatura é muito diferente, assim como nós, mas isso também não importa. Vejo nesse nosso ‘caminho’ traços da nossa família. Meu pai, como ele, devora livros, consome desenfreadamente e minha mãe é professora de português. Nenhum estimulo especifico, mas um ambiente apropriado.

Em janeiro ele conectou-se a blogosfera com o LENNY’S MIND, um blog que traduz tudo que falei até agora. – Meu blog é como o dele, tem comentários pessoais, impressões sobre filmes, variedades de todos os tons. Blogs absolutamente irmãos. Agora chegue lá e veja a diferença. A mesma família, versões impressionantemente diferentes em estilo, clima e complexidade. E viva a diversidade!

É bacana ter um irmão por aqui. Alias 'AQUI' tem um conto que escrevemos juntos no projeto "DUETOS".

PS: depois que escrevi meu post, fui ver o blog dele para buscar o link, tive que rir da coincidência do post de hoje do LENNY’S MIND: “Entre Irmãos”.

"Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão"
Língua - Caetano Veloso

sexta-feira, 5 de março de 2010

O ABORTO, HITLER E O OUTDOOR

Não acho que assuntos sérios, como este, devam ser tratados de forma leviana e simplista. Cheguei a pensar em não fazer esse post por esse motivo, afinal não conseguirei hoje relatar toda minha opinião e posições sobre tema.

Mas tem uma hora é que é preciso se posicionar, e embora eu já tenha minha posição muito clara e sustentada, eu nunca tinha levantado essa bandeira. A notícia que li hoje me deu um empurrãozinho.

Na Polônia, uma ONG lançou uma campanha antiaborto. FORTE, CHOCANTE, DESTEMIDA e POLÊMICA. Do tipo de coisa que te faz pensar. Mais que concordar ou não, mais que aprovar ou não. A campanha faz discutir.

O uso de Adolf Hitler por si só já é alvo de polêmicas, invariavelmente. Misturar os dois temas foi perigosamente genial. A campanha diz: "O aborto para mulheres polonesas foi introduzido por Hitler em 9 de março de 1943" - sei que esse homem já é um emblema, e sempre evoca dor, ódio, revolta, entre outros sentimentos igualmente ruins, mas acho que nesse caso o uso dele foi dolorosamente pertinente.

Sim! Eu estou do lado de cá do muro! Posso gritar com todo meu coração o quanto sou contra o aborto. Posso explicar com todos meus argumentos por que sou contra essa insanidade, bestialidade e barbaridade.

Sei que um homem jamais terá a mesma força de argumento que qualquer mulher, não podemos sequer nos pormos no papel de uma mãe desesperada (ou sem-vergonha, assassina), mas defender a vida independe de sexo.

Esse assunto é complexo, essa discusão é necessária. Acredito que mais dia menos dia, eu volte a explorar esse terreno perigoso. Hoje foi só para apoiar, divulgar e aplaudir essa campanha ousada e de sucesso, afinal o mundo deve estar conhecendo ela... eita globalização do caramba!

A favor ou contra, o convite a reflexão foi feito!  

Você está do meu lado, ou do lado de Hitler?

O que me preocupa não é o grito dos maus. 
É o silêncio dos bons. 
Martin Luther King


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...