
A
Doença de Legg-Calvé-Perthes a grosso modo é uma degeneração da cabeça do fêmur. Quem desejar mais informações pode acessar
aqui, ou procurar pela internet o material.
Eu tive essa doença diagnosticada já no limite de idade em que geralmente ela aparece (cerca de 12 anos), o que piorou bastante meu prognostico. Passei pelas mãos de mais de 8 médicos com as mais discrepantes e assustadoras teorias, mas enfim foi detectado o real motivo que me causava tanta dor e que já me deixava manco a mais de ano.
Naquela época não existia a internet e mesmo com o diagnostico nas mãos as informações eram escassas. Havia dois tratamentos sugeridos, conservador ou cirúrgico. Por indicação médica, no meu caso só caberia a intervenção cirúrgica.
Foi um período bem difícil, passei pela cirurgia, que pelo sucesso evitou o uso de gesso, que foi substituído por 3 pinos. Até eu receber alta total, foram 3 cirurgias e um longo pós-operatório. Muito tempo sem poder pisar no chão, muito tempo de muletas.
Meus heróis foram meus pais, o excelente médico (Dr. Silvio Pereira Coelho) e Deus. Apesar de tudo no começo indicar que eu teria alguma sequela, hoje eu posso ser considerado um ‘case de sucesso’, minha recuperação foi incrível e tenho uma vida 100% normal.
Todos os blogs que encontrei que falavam dessa doença traziam historias bem menos felizes, por isso me senti na obrigação de trazer um outro lado dessa historia, com um final feliz.
Se alguém estiver passando por isso, espero ter trazido um pouco de esperança, pois essa é fundamental pra quem atravessa algum problema.
Falar sobre isso, e olha que fiz uma boa síntese para não parecer auto-piedade ou dramalhão, foi bem difícil. De algum modo eu tinha ‘deletado’ essas lembranças ruins da minha cabeça, espero que tenha sido útil para alguém.
CURIOSIDADES:
Incide em 5 meninos para 1 menina e em crianças nascidas depois de outros irmãos, particularmente da terceira a sexta criança. A doença é mais comum em esquimós, japoneses e europeus centrais, e incomum em australianos nativos, polinésios, índios americanos e negros. Cachorros de pequeno porte também podem desenvlver a doença.
POR QUE FALAR DISSO AGORA?
Essa semana recebi um comentário num
post de mais de 1 ano atrás, esse mesmo
post é, segundo as estatísticas do blog, o mais acessado nesses quase 3 anos que escrevo.
Isso me fez lembrar que trocar experiências é fundamental, e quem sabe seja esse, em ultima análise, o nosso objetivo na blogosfera.
Então esse post de hoje será dispensável para a maioria dos meus visitantes habituais, mas poderá servir para tantas outras pessoas.