segunda-feira, 14 de junho de 2010

É TÃO ESTRANHO...


Não adianta, eu ainda não sei como lidar com a morte, justo a morte, que é, até então, a única coisa certa nesta vida.

Hoje morreu a mãe do meu melhor amigo, um irmão que a vida me trouxe, e sendo um irmão, posso dizer que fiquei junto com ele um tanto quanto órfão também.

Quando essas coisas acontecem, e acontecem com todo mundo cedo ou tarde, as mesmas questões sempre se levantam. Questões sobre a vontade ou omissão de Deus, sobre uma vida além desta, sobre destino, sobre a nossa natureza frágil e efêmera, enfim, emergem divagações de toda sorte, afinal, somos mesmo apenas passageiros deste mundo.

Essas questões, no entanto, só tentam disfarçar o vazio que a ausência da pessoa deixa. Aquele silêncio que jamais será ocupado novamente, e confirma-se a máxima que quem fica é quem sofre mais.

Mea culpa - essa terrível e já tantas vezes apedrejada falta de tempo tem me tornado um amigo ausente, distante, falho. Por mais que não sejam desculpas, a avalanche de compromissos acaba soterrando a freqüência e o cuidado que devemos ter com os amigos. Hoje, no entanto, me senti minimamente remido. 

Estava na hora certa, no lugar certo. Eu estava no lado do meu amigo quando ele perdeu, certamente, a pessoa mais importante de sua vida. 

Eu não sei que dor é essa, e conversamos sobre isso, mas posso imaginar o tamanho do estrago que há nesse momento no coração dele. Queria fazer mais, mas ao menos o meu abraço estava ali, sincero e a disposição permanentemente. 

Hoje choro a morte dessa Mama sagitariana, Don’ana guerreira, e também agradeço por ela ter deixado aqui um irmão, um amigo, um fruto que não caiu longe do pé.

Hoje eu não me preocupo com um post legal, hoje eu não desejo entender a morte ou saber os porquês de tudo que não compreendo. Hoje eu só peço a Deus que o coração do meu amigo e da família dele seja confortado e que essa dor se arrefeça logo. Esses são meus únicos desejos...


10 comentários:

Tiburciana disse...

Jonhy tbem não sei lidar com a morte.
Ela me causa duvidas , revolta e as vezes ate conforto
Sinto por ti
bjos

LeoMahlerBR disse...

Sinto muito, meus pêsames a vocês. Sofrimentos relacionados à morte são cicatrizes que levamos: nos conformamos em algum instante, mesmo que demore, mas as cicatrizes estão sempre ali. Sei bem o que é isso.

Novamente, lamento pela perda,

Abraços

RAFAEL disse...

lamento a morte da mãe de seu amigo...lamento por ele, por vc.

se existe algo que entristece a todos, mesmo a mim que não conheço, é saber que uma mãe partiu, e filhos, orfãos do carinho, vão ter que continuar a sua trajetória até um dia quem sabe se reencontrarem...

que seu amigo (irmão) tenha toda a força que o mundo pode proporcionar para seguir em frente, sem dor, apenas com as lembranças dessa mãe que ele sem duvida tanto amava...

abraço...

Cris França disse...

João

Por mim como disse o poeta, baixava um decreto, mãe não morria nunca...força ai! mas eu que ja vivi essa dor, se é que para isso exista um termo no passado, posso dizer, que a gente continua, e tem por obrigação ser feliz, porque tudo o que as mães querem é isso, na hora da partida, ter a certeza de que fizemos o melhor, e agora podemos descansar, porque nossos filhos já podem caminhar sozinhos.
Paz a vocês todos. bjs

Lívia disse...

Ninguém há que tenha domínio sobre o vento, para o reter, assim também ninguém tem poder sobre o dia da sua morte...Ec. 8:8.

Com o coração de quem sente e sabe sentir esse momento!

Beijos Lívia!

Richard Mathenhauer disse...

Pois é, João, este não é uma postagem alegre... Mas nem tudo é alegria, não é?

Que bom que seu amigo tem um amigo. Porque quem passa por esta dor (inevitável de perder alguém) não tem a dor extinguida, amenizada, mas ao menos, não enlouquece com ela.

Perdi pessoas amadas nos últimos 15 meses (meus avós que me criaram, portanto, meus pais), e isso não comporta filosofia (o que é a morte etc), mas implora por um ombro, um abraço.

Sinto por vocês...

railer disse...

sinto muito, querido.
meus sentimentos... pra vc e pro teu amigo. perdas são sempre ruins mesmo e não tem o que fazer a não ser pensar na pessoa, nas coisas boas e guardar as lembranças.

coincidentemente falei de morte hoje no figura220, mas de um jeito diferente, mais tecnológico e um tanto mórbido.

Angelo A. P. Nascimento disse...

Diga, dr! Há almas que se afinam familiarmente. Que Deus atenda seus pedidos e conforte seu coração.

Tem selo para você no meu blog.

Abração

Anônimo disse...

eu te amo e meu medo é que seja pra sempre.

"com laço e etiqueta de garantia..."

Roberson da Silva Siqueira disse...

Olá João...

Quero parabenizar pelo Blog... Em relação ao tema abordado MORTE, posso dizer que compreendo muito bem a sensação de perda, alguns anos atrás a morte bateu na porta de uma amiga que cresci e quando menos esperava não a tinha mais ao meu lado como antes, para conversar, rir, brincar e até brigar... Sei que Deus sabe o porque disso e com o tempo aprendi a entender que morte também faz parte da vida e um dia será minha vez... enquanto isso o que nos resta é aproveitar....

Abraços!!!

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