Certamente estou precisando rever meus conceitos.
Nunca pensei que eu fosse um tipo de pessoa preconceituosa, alias, muito antes pelo contrario, sempre me achei predisposto a encarar os fatos com a mente o mais aberta possível, lógico que respeitando os meus valores, sabendo que há coisas em que se pode evoluir, crescer e aprimorar, mas em contrapartida há valores intocáveis.
Apesar, então, de considerar minha mente zona livre de preconceitos, os dois últimos reality shows da Globo me provaram o contrario. É bom cair do cavalo, vez em quando...
Sei que Reality Shows são super picháveis, mas como fenômenos de audiência alcançam seus propósitos e acabam de fato amostrando um pouco do povo em questão. Certamente as edições manipulam os conceitos a serem assimilados, mas isso também faz parte do show, uma pena é ver que os telespectadores acabam sendo mesmo manobrados. Mas não são os programas que estão agora em questão, mas sim um “preconceito” que acabei descobrindo em mim.

Quando achei que havia aprendido a lição veio o “NO LIMITE 4”, que terminou neste domingo. Como já disse, sou um consumidor de programas bem feitos, bem estruturados, e esse foi mais um projeto tecnicamente impecável!

O que aconteceu? Dia-a-dia, prova a prova, eu fui vendo quem era aquela aeromoça. Não falo em exemplo de vida, mas em termos do jogo, ela foi a melhor... Pronto me peguei torcendo justo por ela!
Jéssica, assim como Priscila, também não ganhou o prêmio máximo, mas espero que ela possa brilhar e ganhar os seus 15 minutos de fama e o seu gordo cachê de um muito provável ensaio sensual.
Moral de história: eu tenho que aprender que não importa se é mulher ou homem, bonita ou feia, rica ou pobre, gaúcha ou mineira, eu tenho que aprender a pós-conceituar as coisas, e sempre, mas sempre mesmo deixar espaço para o “acho que me enganei de novo”...
“EU PREFIRO SER ESSA METAMORFOSE AMBULANTE,
DO QUE TER AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO...”
Raul Seixas