segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
AMIGOS
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ….
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.
sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção
de como me são necessários, de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinícius de Moraes)
____________________________________________________________________Depois dessa crônica (indefectível) não tenho muito a dizer, nem ousaria fazê-lo!
Essa semana recebi alguns feedbacks a cerca do post "NEGÓCIOS A PARTE", e nem era esse meu objetivo, mas acabou surtindo um efeito bacana, tipo psicologia infantil.
Três grandes amigas se manifestaram. E fiquei bem orgulhoso. Já expliquei antes que esse orgulho é o de significado legal!

Nossa mas que talento…
Espero que este seja o primeiro de muitas outras Obras que virão…
Parabéns Joao…
Bj Mari
Espero que este seja o primeiro de muitas outras Obras que virão…
Parabéns Joao…
Bj Mari

Como faço pra acessar teu livro?
To curiosa pra começar a ler, todo mundo diz q é fantástico.
Beijos!!!
To curiosa pra começar a ler, todo mundo diz q é fantástico.
Beijos!!!


oi Kiko...
estou amando o teu livro...
comecei a leitura ontem a noite...parei no capítulo 7...
agora vou almoçar e quero dar continuidade mais tarde...
A história é muito interessante...quanto mais a gente lê, mais vontade tem de continuar a leitura...
Tu és muito inteligente...e os detalhes, tanto dos personagens quanto do local...comprovam isto...até a comida servida lá tu apontou no livro...
Tenho orgulho de ter um amigo assim como você...
mil beijokas...e parabéns!!
estou amando o teu livro...
comecei a leitura ontem a noite...parei no capítulo 7...
agora vou almoçar e quero dar continuidade mais tarde...
A história é muito interessante...quanto mais a gente lê, mais vontade tem de continuar a leitura...
Tu és muito inteligente...e os detalhes, tanto dos personagens quanto do local...comprovam isto...até a comida servida lá tu apontou no livro...
Tenho orgulho de ter um amigo assim como você...
mil beijokas...e parabéns!!
Já disse que não é pelos elogios que são super generosos, mas por elas fazerem parte disso! Fico MUITO FELIZ!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
COMEÇO DO FIM

É o começo do fim do ano!
Não sei se considero mais um ou menos um ano, mas enfim, de qualquer forma 2008 está em seus derradeiros momentos e o suplicio rotineiro de fim de ano se apresenta.
Junto com tudo isso tem o meu aniversário, Natal e o Réveillon, nessa ordem.
No meu aniversário a vontade de reunir os amigos e a dificuldade de fazê-lo no fim de ano.
O Natal é a correria que me angustia, ir para Camaquã e encontrar minha família que ta submergida em problemas que eu não posso solucionar, e ainda ter que fazer X pra foto!
E no auge, o Réveillon que ainda é uma incógnita aterradora.
Meu aniversário tiro de letra, um, dez ou cem amigos reunidos, pra mim a festa é a mesma. Natal vai ser o que ta traçado, mas o Réveillon, esse eu queria ESPECIAL.
Há alguns anos que procuro esse 'algo, alguma coisa' especial. Catando essa noite já até tentei passar sozinho numa festa intima (bem intima) pra mim mesmo, nem isso deu certo, sempre aparece alguém, o que não significa necessáriamente boa companhia e nem o inverso também!
Vou tentar fugir de Porto Alegre, mas se não der também, azar! Minha felicidade me acompanha onde quer que eu vá, ela não vive sem mim e tampouco eu sem ela.
O COMEÇO DO FIM DO MUNDO?
A tragédia em Santa Catarina com as enchentes, avalanches e soterramentos tem ocupado muitíssimo espaço na mídia. Se existe algum lado bom na tragédia esse lado é a solidariedade das pessoas que estão ajudando a reconstruir as cidades destruídas. O Brasil se uniu solidariamente, o Lula foi pessoalmente, o Papa enviou mensagem condolente.
Meu lado racional se consternou com toda essa tragédia, mas confesso que fiquei preocupado com algo que aconteceu comigo, ou melhor, algo que não aconteceu comigo.
Não sei por que, tenho várias hipóteses, mas de alguma forma toda essa tragédia com mais de 100 mortos, de fato não me sensibilizou como eu esperava. Tenho até medo de ser mal interpretado com essa colocação, mas essa é a verdade.
Parece que só o lado esquerdo do meu cérebro processou essas informações. Vejo tudo e ajo como se deve esperar de um ser-humano nessas situações. Sem hipocrisia, me preocupo com a situação, é claro. Até o pessoal no meu trabalho está bem mobilizado arrecadando mantimentos e dinheiro. Sei das dimensões da tragédia mas não consegui me por no lugar dos flagelados.
Talvez por já ter acostumado meus olhos a essas tragédias que acontecem no mundo afora cada vez com mais freqüência. Talvez por estar com a cabeça cheia demais com os meus problemas que também chegam em avalanches. Talvez eu tenha perdido a capacidade de me sensibilizar emocionalmente com o próximo. Talvez porque esteja cômodo demais o conforto seguro do meu apartamento, talvez, talvez, talvez... A verdade é que eu não sei o por que.
Pode parecer loucura, mas o fato de eu estar preocupado com isso me deixa menos preocupado!
De qualquer forma fé eu ainda tenho e vou rezar. Por eles, por nós, por todos.
Junto com tudo isso tem o meu aniversário, Natal e o Réveillon, nessa ordem.
No meu aniversário a vontade de reunir os amigos e a dificuldade de fazê-lo no fim de ano.
O Natal é a correria que me angustia, ir para Camaquã e encontrar minha família que ta submergida em problemas que eu não posso solucionar, e ainda ter que fazer X pra foto!
E no auge, o Réveillon que ainda é uma incógnita aterradora.
Meu aniversário tiro de letra, um, dez ou cem amigos reunidos, pra mim a festa é a mesma. Natal vai ser o que ta traçado, mas o Réveillon, esse eu queria ESPECIAL.
Há alguns anos que procuro esse 'algo, alguma coisa' especial. Catando essa noite já até tentei passar sozinho numa festa intima (bem intima) pra mim mesmo, nem isso deu certo, sempre aparece alguém, o que não significa necessáriamente boa companhia e nem o inverso também!
Vou tentar fugir de Porto Alegre, mas se não der também, azar! Minha felicidade me acompanha onde quer que eu vá, ela não vive sem mim e tampouco eu sem ela.
###

A tragédia em Santa Catarina com as enchentes, avalanches e soterramentos tem ocupado muitíssimo espaço na mídia. Se existe algum lado bom na tragédia esse lado é a solidariedade das pessoas que estão ajudando a reconstruir as cidades destruídas. O Brasil se uniu solidariamente, o Lula foi pessoalmente, o Papa enviou mensagem condolente.
Meu lado racional se consternou com toda essa tragédia, mas confesso que fiquei preocupado com algo que aconteceu comigo, ou melhor, algo que não aconteceu comigo.
Não sei por que, tenho várias hipóteses, mas de alguma forma toda essa tragédia com mais de 100 mortos, de fato não me sensibilizou como eu esperava. Tenho até medo de ser mal interpretado com essa colocação, mas essa é a verdade.
Parece que só o lado esquerdo do meu cérebro processou essas informações. Vejo tudo e ajo como se deve esperar de um ser-humano nessas situações. Sem hipocrisia, me preocupo com a situação, é claro. Até o pessoal no meu trabalho está bem mobilizado arrecadando mantimentos e dinheiro. Sei das dimensões da tragédia mas não consegui me por no lugar dos flagelados.
Talvez por já ter acostumado meus olhos a essas tragédias que acontecem no mundo afora cada vez com mais freqüência. Talvez por estar com a cabeça cheia demais com os meus problemas que também chegam em avalanches. Talvez eu tenha perdido a capacidade de me sensibilizar emocionalmente com o próximo. Talvez porque esteja cômodo demais o conforto seguro do meu apartamento, talvez, talvez, talvez... A verdade é que eu não sei o por que.
Pode parecer loucura, mas o fato de eu estar preocupado com isso me deixa menos preocupado!
De qualquer forma fé eu ainda tenho e vou rezar. Por eles, por nós, por todos.
"Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se."
(Betinho)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
QUARTO DOS FUNDOS
Depois que a dor se for
Depois de tantas noites mal dormidas
Depois que passar o amor
Vou voltar a ser eu de verdade
Vou poder reencontrar meu norte
Vou acreditar outra vez em lealdade
Vou conseguir outra vez ser forte
Se isso tudo antes não me matar
Se eu não voltar a me perder
Se a tempestade não me reencontrar
Se for menos doloroso viver
Quando o espelho for menos cruel
Quando não mais culparei a mim
Quando descobrir qual foi o meu papel
Quando compreenderei melhor o fim
Agora que não estas ao meu lado
e sei que não posso banir sentimentos profundos
te aceito bem-vindo como o meu passado
Agora que te tranquei num quartinho dos fundos
Depois de tantas noites mal dormidas
Depois que passar o amor
Vou voltar a ser eu de verdade
Vou poder reencontrar meu norte
Vou acreditar outra vez em lealdade
Vou conseguir outra vez ser forte
Se isso tudo antes não me matar
Se eu não voltar a me perder
Se a tempestade não me reencontrar
Se for menos doloroso viver
Quando o espelho for menos cruel
Quando não mais culparei a mim
Quando descobrir qual foi o meu papel
Quando compreenderei melhor o fim
Agora que não estas ao meu lado
e sei que não posso banir sentimentos profundos
te aceito bem-vindo como o meu passado
Agora que te tranquei num quartinho dos fundos
João Francisco Viégas (2000)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
NEGÓCIOS A PARTE

Recebi hoje, logo cedo, um e-mail que fez o meu dia bem mais feliz!
Quase como uma criança que ganha um doce.
Um e-mail com não mais que duas linhas, mas um e-mail muito especial pra mim!
Aniele, a remetente, é uma amiga de longa data. Uma dessas pessoas que não se encontram muitas pela jornada.
Trouxemos nossa amizade de Camaquã, onde passamos por muitas e boas. Em nossas biografias certamente teremos uns bons capítulos juntos. É tão bom amar tanto os amigos que suas vitórias acabam sendo um pouco nossas também. E é isso que sinto vendo a vida dos meus amigos cada vez melhor encaminhada.
Pois bem, essa dileta amiga hoje me deu um feedback que espero há tempos:
“Oi Joaoo
Esse e-mail é só para dizer que estou no capítulo 10 do teu livro e que ele é Super!!!
Quero terminá-lo antes do final do ano, aí poderei falar dele como todo.
Bj
Ani”
Simples né! Mas ótimo de ouvir, digo, ler!
Não pelo elogio, que poderia ser também uma critica, mas pela presença amistosa de alguém de casa no meu terreno.
Quando o site do meu livro foi pro ar eu divulguei o endereço timidamente a alguns amigos. Esperava que eles entrassem, lessem, comentassem e certamente me dessem alguns toques para melhorar, corrigir e afinar o meu texto.
Não foi o que aconteceu.
Entraram, olharam o layout, fizeram comentários superficiais e previsíveis. É foda não ter amigos chegados em leitura.
Claro que fiquei chateado, mas nada que me surpreendesse de verdade. Afinal não se pode cobrar certas coisas que deveriam ser espontâneas.
Juro que se eu tivesse um amigo ‘escritor’ que contasse com minha opinião eu ia ser MUITO presente. Eu devoraria o livro dele, ruim ou bom, eu seria altamente interativo.
Voltando pra Ani, essa leitora foi uma surpresa devastadora!
Não que outras opiniões não contem, mas sei que ela tem um olhar especialmente criativo. Vou esperar ansioso pelo comentário final dela. Bom ou ruim eu vou abraçar essa opinião com entusiasmo e atenção.
Não tenho para agora pretensões literárias, mas com certeza gostaria de aprimorar minha escrita, e sei que há um longo e árduo trabalho pela frente.
Todo esse post só pra dizer que estou feliz por ter uma leitora AMIGA.
Coisas de um pai ansioso.
Ah, pra quem não conhece o livro, segue o link: Matéria de Capa
Já sabem que visitas e opiniões são muito bem vindas!
Aniele, a remetente, é uma amiga de longa data. Uma dessas pessoas que não se encontram muitas pela jornada.
Trouxemos nossa amizade de Camaquã, onde passamos por muitas e boas. Em nossas biografias certamente teremos uns bons capítulos juntos. É tão bom amar tanto os amigos que suas vitórias acabam sendo um pouco nossas também. E é isso que sinto vendo a vida dos meus amigos cada vez melhor encaminhada.
Pois bem, essa dileta amiga hoje me deu um feedback que espero há tempos:
“Oi Joaoo
Esse e-mail é só para dizer que estou no capítulo 10 do teu livro e que ele é Super!!!
Quero terminá-lo antes do final do ano, aí poderei falar dele como todo.
Bj
Ani”
Simples né! Mas ótimo de ouvir, digo, ler!
Não pelo elogio, que poderia ser também uma critica, mas pela presença amistosa de alguém de casa no meu terreno.
Quando o site do meu livro foi pro ar eu divulguei o endereço timidamente a alguns amigos. Esperava que eles entrassem, lessem, comentassem e certamente me dessem alguns toques para melhorar, corrigir e afinar o meu texto.
Não foi o que aconteceu.
Entraram, olharam o layout, fizeram comentários superficiais e previsíveis. É foda não ter amigos chegados em leitura.
Claro que fiquei chateado, mas nada que me surpreendesse de verdade. Afinal não se pode cobrar certas coisas que deveriam ser espontâneas.
Juro que se eu tivesse um amigo ‘escritor’ que contasse com minha opinião eu ia ser MUITO presente. Eu devoraria o livro dele, ruim ou bom, eu seria altamente interativo.
Voltando pra Ani, essa leitora foi uma surpresa devastadora!
Não que outras opiniões não contem, mas sei que ela tem um olhar especialmente criativo. Vou esperar ansioso pelo comentário final dela. Bom ou ruim eu vou abraçar essa opinião com entusiasmo e atenção.
Não tenho para agora pretensões literárias, mas com certeza gostaria de aprimorar minha escrita, e sei que há um longo e árduo trabalho pela frente.
Todo esse post só pra dizer que estou feliz por ter uma leitora AMIGA.
Coisas de um pai ansioso.
Ah, pra quem não conhece o livro, segue o link: Matéria de Capa
Já sabem que visitas e opiniões são muito bem vindas!
"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse."
Friedrich Nietzsche
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A ESPERA

Já passava das quatro da madrugada e ele ainda não havia chegado. Ela acompanhava o letárgico ponteiro do relógio pendurado na parede da cozinha, e ele parecia desafiá-la quase parando.
Não era a primeira vez que ficava naquele desespero a espera do seu retorno. Infelizmente coisas horríveis não lhe deixavam a mente em paz. Dormir seria impossível.
A sirene distante de uma ambulância crispou seus músculos já tensos. Pensou em ligar para alguém, mas sentiu vergonha da situação. Não gostaria de humilhar-se a esse ponto. Todos na cidade pareciam descansar, coisa que ela desejava fazer, mas não conseguia.
O apartamento estava completamente no escuro, a penumbra ilustrava primorosamente seu estado de espírito. Além de escuro estava completamente vazio. Era assim que ela sentia. Nem mesmo sua presença era capaz de ocupar aquele imóvel. Sentia-se um espírito errante vagando pelos cômodos.
Foi a até a cozinha novamente e olhou o relógio que ainda não havia se mexido. Conferiu se as pilhas estavam em ordem, ela sabia que estariam.
Havia deixado sobre o aparador da sala de jantar o porta-retrato com a foto dele que mais gostava. Na foto ele estava realmente magnífico. Ninguém que pusesse os olhos sobre aquele retrato conseguia ser indiferente, o elogio era sempre rasgado. Ela não havia saído tão bem na foto, mas o importante era ele, vistoso, garboso e único.
Pensou em tomar alguns ansioliticos, mas logo declinou. Tinha que estar acordada e atenta, vigiando sua chegada.
Conjeturou o retorno dele. Não perderia tempo com brigas, já fizera isso antes de maneira improfícua. Apenas iria abraçá-lo e esquecer aqueles momentos de angustia.
Assim amanheceu o dia e nem sinal dele.
Ela chegou a cochilar no sofá, mas despertara ainda mais nervosa e tomada por uma dor de cabeça devastadora.
Correu os olhos pela sala e lá estava ele. Encararam-se ciosamente por alguns segundos. Ele sabia do desespero dela, ela sabia do instinto dele.
Em passos sinuosos ele foi até ela e se aconchegou em seu colo. Ronronou e acomodou-se. Agora os dois poderiam dormir em paz. Ela aliviada por ele e ele saciado pela rua.
Ela sabia que gatos tem vida própria muito além do domínio de seus donos.
Não era a primeira vez que ficava naquele desespero a espera do seu retorno. Infelizmente coisas horríveis não lhe deixavam a mente em paz. Dormir seria impossível.
A sirene distante de uma ambulância crispou seus músculos já tensos. Pensou em ligar para alguém, mas sentiu vergonha da situação. Não gostaria de humilhar-se a esse ponto. Todos na cidade pareciam descansar, coisa que ela desejava fazer, mas não conseguia.
O apartamento estava completamente no escuro, a penumbra ilustrava primorosamente seu estado de espírito. Além de escuro estava completamente vazio. Era assim que ela sentia. Nem mesmo sua presença era capaz de ocupar aquele imóvel. Sentia-se um espírito errante vagando pelos cômodos.
Foi a até a cozinha novamente e olhou o relógio que ainda não havia se mexido. Conferiu se as pilhas estavam em ordem, ela sabia que estariam.
Havia deixado sobre o aparador da sala de jantar o porta-retrato com a foto dele que mais gostava. Na foto ele estava realmente magnífico. Ninguém que pusesse os olhos sobre aquele retrato conseguia ser indiferente, o elogio era sempre rasgado. Ela não havia saído tão bem na foto, mas o importante era ele, vistoso, garboso e único.
Pensou em tomar alguns ansioliticos, mas logo declinou. Tinha que estar acordada e atenta, vigiando sua chegada.
Conjeturou o retorno dele. Não perderia tempo com brigas, já fizera isso antes de maneira improfícua. Apenas iria abraçá-lo e esquecer aqueles momentos de angustia.
Assim amanheceu o dia e nem sinal dele.
Ela chegou a cochilar no sofá, mas despertara ainda mais nervosa e tomada por uma dor de cabeça devastadora.
Correu os olhos pela sala e lá estava ele. Encararam-se ciosamente por alguns segundos. Ele sabia do desespero dela, ela sabia do instinto dele.
Em passos sinuosos ele foi até ela e se aconchegou em seu colo. Ronronou e acomodou-se. Agora os dois poderiam dormir em paz. Ela aliviada por ele e ele saciado pela rua.
Ela sabia que gatos tem vida própria muito além do domínio de seus donos.
Porém, já nascemos livres!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
TEU ANIVERSÁRIO
e dessa vez quase deu pra esquecer
e eu, não mais que um corsário
na tua vida não posso mais caber
Daria em mil beijos os parabéns
daria tudo para estar ao teu lado
mas somos dos nossos erros reféns
Antes de nada tivesse lembrado
Ficar de longe pra mim é tão pouco
Queria ser eu o teu melhor presente
penso que pra me esquecer falte pouco
e me mata ser pra ti ausente
No teu aniversário, tem mesmo que ser assim
As palmas são todas pra você
E as lágrimas são todas pra mim

e eu, não mais que um corsário
na tua vida não posso mais caber
Daria em mil beijos os parabéns
daria tudo para estar ao teu lado
mas somos dos nossos erros reféns
Antes de nada tivesse lembrado
Ficar de longe pra mim é tão pouco
Queria ser eu o teu melhor presente
penso que pra me esquecer falte pouco
e me mata ser pra ti ausente
No teu aniversário, tem mesmo que ser assim
As palmas são todas pra você
E as lágrimas são todas pra mim

João Francisco Viégas
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
CULTIVE SEUS DIREITOS
Hoje rolou aqui em Porto Alegre a 12ª Parada Livre - "CULTIVE SEUS DIREITOS" (a conhecida Parada do Orgulho Gay – em alusão ao 28 de junho de 1969).
Pertinho de casa, um solzinho tímido querendo se deflagrar, bom, não precisou o telefone me chamar duas vezes. Acho que tem uns cinco anos que sempre vou assistir a manifestação.
O evento, com o que ele se propõe originalmente, é algo incrível e positivo. A luta pelos direitos humanos sempre terá meu apoio total, geral e irrestrito. Abomino qualquer tipo de preconceito, seja ele sexual, racial, social, religioso, enfim qualquer tipo mesmo.
Estavam lá todos e todas. As mais inflamadas, as mais agressivas, as mais caricatas, também estavam as politicas, as engajadas, as celeradas. Não faltaram os simpáticos simpatizantes. As vovós complacentes, os filhinhos sacudidos ao som alto dos trios-elétricos, os pseudo machões babando pelos travestis turbinados e despudorados. Famílias inteiras tomando seu chimarrão e interagindo discretamente com a diversidade.
Não desmerecendo o certamente árduo trabalho dos grupos que a organizaram, eu achei essa Parada meio parada mesmo! Quando se fala em uma festa de visibilidade gay acredito que o minimalismo seja um erro primário.
E foi isso que achei. Achei pouco glamour, achei pouca ferveção, achei que faltou literalmente ‘purpurina’. Como já disse, eu acompanho a parada há alguns anos e pensei que era natural o ‘crescente’ brilho dessa festa, aja vista o que aconteceu com a de São Paulo que superou as festas americanas. Parece que aqui no sul o ‘boom’ não rolou, e nem se tem mais a desculpa do frio de junho.
Não descarto a possibilidade de que eu posso estar mais chato do que antes. A maturidade me fez não descartar mais nenhuma possibilidade!
Porque o Dia do Orgulho Gay? Por que 28 de junho?
Frequentadores do bar Stonewall Inn (Nova Iorque - EUA), voltado para o público homossexual e transexual, reagem à ação policial ali ocorrida, fato que desencadeia mais dois dias de protestos e culmina na marcha ocorrida no dia 1 de julho de 1970, em lembrança ao aniversário do motim, precursora das atuais Paradas do Orgulho Gay. [Wikipédia]
Então era isso!
Amanhã é dia de mau-humor!
Pertinho de casa, um solzinho tímido querendo se deflagrar, bom, não precisou o telefone me chamar duas vezes. Acho que tem uns cinco anos que sempre vou assistir a manifestação.
O evento, com o que ele se propõe originalmente, é algo incrível e positivo. A luta pelos direitos humanos sempre terá meu apoio total, geral e irrestrito. Abomino qualquer tipo de preconceito, seja ele sexual, racial, social, religioso, enfim qualquer tipo mesmo.
Estavam lá todos e todas. As mais inflamadas, as mais agressivas, as mais caricatas, também estavam as politicas, as engajadas, as celeradas. Não faltaram os simpáticos simpatizantes. As vovós complacentes, os filhinhos sacudidos ao som alto dos trios-elétricos, os pseudo machões babando pelos travestis turbinados e despudorados. Famílias inteiras tomando seu chimarrão e interagindo discretamente com a diversidade.
Não desmerecendo o certamente árduo trabalho dos grupos que a organizaram, eu achei essa Parada meio parada mesmo! Quando se fala em uma festa de visibilidade gay acredito que o minimalismo seja um erro primário.
E foi isso que achei. Achei pouco glamour, achei pouca ferveção, achei que faltou literalmente ‘purpurina’. Como já disse, eu acompanho a parada há alguns anos e pensei que era natural o ‘crescente’ brilho dessa festa, aja vista o que aconteceu com a de São Paulo que superou as festas americanas. Parece que aqui no sul o ‘boom’ não rolou, e nem se tem mais a desculpa do frio de junho.
Não descarto a possibilidade de que eu posso estar mais chato do que antes. A maturidade me fez não descartar mais nenhuma possibilidade!
Porque o Dia do Orgulho Gay? Por que 28 de junho?
Frequentadores do bar Stonewall Inn (Nova Iorque - EUA), voltado para o público homossexual e transexual, reagem à ação policial ali ocorrida, fato que desencadeia mais dois dias de protestos e culmina na marcha ocorrida no dia 1 de julho de 1970, em lembrança ao aniversário do motim, precursora das atuais Paradas do Orgulho Gay. [Wikipédia]
Então era isso!
Amanhã é dia de mau-humor!
"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito."
(Albert Einstein)
sábado, 15 de novembro de 2008
MARKETING
Matéria de Capa
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
Fernando Pessoa
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
CD ESTANDARTE

Estou conhecendo hoje na integra o novo CD do Skank (Estandarte). Como não sou, nem pretendo ser critico de música, apenas vou expressar o que sinto.
Já tinha ouvido e meus ouvidos aprovado muito a música de trabalho “Ainda gosto dela”, de autoria do Samuel com o Nando Reis.
Li algumas criticas falando bem do CD.
Eu ainda não posso falar do disco como um todo sem ser leviano. Custo um pouco mais a apreciar e degustar um novo trabalho. No inicio sempre me soa meio repetitivo ou agressivo. Com o tempo, a menos que seja tão ruim que eu desista, vou percebendo cada canção e curtindo, ou não, com mais propriedade.
Aconteceu assim com o CD solo da Paula Toller (Soños). Achei fraquíssimo e enfadonho. Passadas algumas semanas tornou-se um dos meu preferidos de 2008.
Porém tem musicas que me pegam no pulo, de cara, de fato! Aconteceu com “Sutilmente” desse CD. Uma outra parceria felicíssima do Samuel Rosa com o Nando Reis. Baladinha pop que tem tudo pra dar super certo. Pra mim já deu!
Já tinha ouvido e meus ouvidos aprovado muito a música de trabalho “Ainda gosto dela”, de autoria do Samuel com o Nando Reis.
Li algumas criticas falando bem do CD.
Eu ainda não posso falar do disco como um todo sem ser leviano. Custo um pouco mais a apreciar e degustar um novo trabalho. No inicio sempre me soa meio repetitivo ou agressivo. Com o tempo, a menos que seja tão ruim que eu desista, vou percebendo cada canção e curtindo, ou não, com mais propriedade.
Aconteceu assim com o CD solo da Paula Toller (Soños). Achei fraquíssimo e enfadonho. Passadas algumas semanas tornou-se um dos meu preferidos de 2008.
Porém tem musicas que me pegam no pulo, de cara, de fato! Aconteceu com “Sutilmente” desse CD. Uma outra parceria felicíssima do Samuel Rosa com o Nando Reis. Baladinha pop que tem tudo pra dar super certo. Pra mim já deu!
SUTILMENTE
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
(Samuel Rosa / Nando Reis)
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
NEM TÃO FICÇÃO ASSIM

Ontem tive uma grata surpresa assistindo ao tele-jornal da Rede Globo (JN).
Foi descoberta no Egito mais uma pirâmide!
O que isso tem de relevante?
Oras, esse é o tema principal do livro "MATÉRIA DE CAPA".
Essa notícia é bem parecida com o começo do livro! Então a minha ficção é nem tão ficcionista assim!
Obviamente que o resto corre por conta do lúdico!
Há um sem-número de links sobre o assunto, quem estiver interessado é só dar um click aqui:
É isso então!Foi descoberta no Egito mais uma pirâmide!
O que isso tem de relevante?
Oras, esse é o tema principal do livro "MATÉRIA DE CAPA".
Essa notícia é bem parecida com o começo do livro! Então a minha ficção é nem tão ficcionista assim!
Obviamente que o resto corre por conta do lúdico!
Há um sem-número de links sobre o assunto, quem estiver interessado é só dar um click aqui:
Abraço!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
54ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
Isso acontece bem na frente do meu trabalho, ou seja, era pra ser um prato cheio, mas de fato não é!
Não gosto muito de aglomerações. O centro de POA por si só já é uma confusão de gente que não me agrada, mas que por força do hábito me adaptei, mas em tempos de Feira o caos se torna assustador!
Gosto da idéia, gosto do resultado, mas não gosto de participar.
É inspirador ver tanta gente comprando tantos livros, chega a me dar esperanças. Existe uma pesquisa que garante que nós gaúchos somos os maiores leitores do país, eu não duvido.
O fato é que eu não sou um grande leitor. Adoraria ter mais tempo para poder me dedicar a leitura, mas falta tempo pra tudo nessa nossa vida alienada. Sim também sei que tempo é a gente que faz e isso é uma desculpinha muito da fajuta!
Queria muito ter ido na sessão de autógrafos da Martha Medeiros, mas a faculdade gritou meu nome mais alto e não deu pra ficar!
Por enquanto só dei uma passada lá com minha amiga e colega Rosi, mas muito de soslaio!
Queria estar ali lançando um livro meu. Que lindo que é sonhar, sonhar não custa nada!!
Simbora que a semana ta começando de novo e amanhã é dia de mau-humor!
"Todos nós temos nossas máquinas de tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos."
Jeremy Irons
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
I want to play a game...

Sexta-feira, na calada da madrugada fui assistir com meus diletos amigos SAW – Jogos Mortais V. Sou um discreto adepto a série.
Acho que a criatividade na construção das mortes é muito boa, ainda que a fórmula esteja ficando desgastada, afinal já são 5 filmes com um enredo bastante similar.
Também achei o 'link' para o próximo filme obvio demais. Sempre é, mas, por favor, tente me tapear!
É incontestável a qualidade dos efeitos, a direção é ágil e o filme quase com linguagem de vídeo-clipe não fica monótono!
A idéia do serial killer de que ele não mata ninguém, apenas da escolha para que elas encontrem a remissão ou a morte é muito boa! Lembro da Santa Inquisição onde se matava para que não se pecasse, quase como profilaxia. Desculpem se fui simplista com um assunto tão sério.
Bom, o filme como entretenimento meio bizarro cumpre seu papel, mas não alcança o nível dos outros da série que gradativamente vai perdendo o brilho e o viço.
Sai da sessão as 2:15 da madruga e valeu a pena. Depois de um dia onde cabeças rolaram no meu trabalho, depois de uma aula extenuante de inglês e matemática, esquartejamentos no telão foram fichinha!
Live or die.
Make your choice
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
DIA DAS BRUXAS

Escrevo ainda com dor de cabeça e com o músculo das costas crispados.
Geralmente o meu trabalho é bem tranqüilo, claro, dentro da normalidade de um “TRIPALIUM” (quem não sabe, joga no GOOGLE). Como costumo dizer, ele é o meio realizador dos meus projetos.
Tenho colegas que se tornaram amigos de verdade, tenho uma chefe de setor que é simplesmente irreal. Salário e benefícios acima da média.
Tudo isso é o lado bonito, mas hoje tivemos uma tempestade muito atípica por aqui!
Por mais que demissões sejam corriqueiras em qualquer meio administrativo, às vezes aparecem algumas que nos tiram a paz e são essas, as por justa causa, que me refiro em especial!

Não só discreto, mas também profissional!
Valha-me Max Gehringer!!
Bom, tudo isso só pra pincelar o meu dia das bruxas que não teve doces nem travessuras!!!
C'EST LA VIE!
* hoje é aniversário do meu irmão Clênio Luiz!! Ontem fui numa chopperia comemorar com ele!!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
TE PERDI
Cai em mim, e não sei se sobrevivi a queda
E perceber certas coisas ainda me custam
Parece que ando quase sempre às cegas
Antes do teu não, não desejava teu sim
Antes do teu silêncio não me faltava tua voz
E agora o que sobrou de mim
Não é um décimo do que éramos nós
Absorto em coisas tão minhas
Ignorando o que era tão claro
Te perdi por coisas mesquinhas
Desperdicei o que me era mais caro
Ao meu lado eu nunca te vi
E agora é só o que eu vejo
Só Deus sabe o quanto perdi
agora sabe o quanto desejo
Surdo não ouvi aos teus gritos
Foram tantos sinais de alerta
Mas os sinais não eram infinitos
E só encontrei foi a porta aberta
Por mais justa que seja a partida
eu vejo atônito esse fim
uma paixão que não pode ser remida
Por que tem que ser sempre assim?
E perceber certas coisas ainda me custam
Parece que ando quase sempre às cegas
Antes do teu não, não desejava teu sim
Antes do teu silêncio não me faltava tua voz
E agora o que sobrou de mim
Não é um décimo do que éramos nós
Absorto em coisas tão minhas
Ignorando o que era tão claro
Te perdi por coisas mesquinhas
Desperdicei o que me era mais caro
Ao meu lado eu nunca te vi
E agora é só o que eu vejo
Só Deus sabe o quanto perdi
agora sabe o quanto desejo
Surdo não ouvi aos teus gritos
Foram tantos sinais de alerta
Mas os sinais não eram infinitos
E só encontrei foi a porta aberta
Por mais justa que seja a partida
eu vejo atônito esse fim
uma paixão que não pode ser remida
Por que tem que ser sempre assim?
João Francisco Viégas (07/12/2005)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
MEU LIVRO!
Acabei em termos, na verdade é um novo começo. As possibilidades interativas da internet não vão me permitir ficar só no texto.
Mas por hora estou satisfeito por te-lo feito.
Gosto do meu livro, esse filho.
Talvez não seja nem bom, acho que há muitos personagens, acho que é muito obvio, muito cheio de clichês, meio confuso também. Mas é meu!
Então to aqui pra comemorar esse novo passo, ou melhor, essa engatinhada!
Agora é trabalhar mais. Revisar, aprimorar, enriquecer, simplificar, enxugar, pontuar... Opa falta tanta coisa assim?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Se não fosse Veronika, seria eu

Era verdade que levara até as últimas conseqüências muitas coisas em sua vida, mas só o que não era importante – como prolongar brigas que um pedido de desculpa resolveria, ou deixar de ligar para um homem pelo qual estava apaixonada, por achar que aquela relação não ia levar a nada. Fora intransigente justamente naquilo que era mais fácil: mostrar para si mesma sua força e indiferença, quando na verdade era uma mulher frágil, que jamais conseguira destacar-se nos estudos, nas competições esportivas de sua escola, na tentativa de manter a harmonia em seu lar.
Superara os seus defeitos simples, só para ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência da mulher independente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos a olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, no convento, olhando a televisão que nem sequer sintonizava os canais direito. Dera a todos os seus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar – e gastara o melhor de suas energias tentando se comportar à altura da imagem que criara para si mesma.
Por causa disso, nunca lhe sobraram forças para ser ela mesma – uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava de outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tinham reações imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como ela, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, considerando-o inferior e “ingênuo”.
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com sua força e determinação, mas onde havia chegado? No vazio. Na solidão completa. Em Villete. Na ante-sala da morte.
Superara os seus defeitos simples, só para ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência da mulher independente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos a olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, no convento, olhando a televisão que nem sequer sintonizava os canais direito. Dera a todos os seus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar – e gastara o melhor de suas energias tentando se comportar à altura da imagem que criara para si mesma.
Por causa disso, nunca lhe sobraram forças para ser ela mesma – uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava de outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tinham reações imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como ela, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, considerando-o inferior e “ingênuo”.
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com sua força e determinação, mas onde havia chegado? No vazio. Na solidão completa. Em Villete. Na ante-sala da morte.
Veronika decide morrer / Paulo Coelho. – Rio de Janeiro: Objetiva, 1998 p.74
sábado, 27 de setembro de 2008
Antes tarde

Antes que a mágoa de hoje
Que ontem era só amor
Amanhã se transforme em rancor
Vou seguir o meu caminho,
ainda que seja sozinho
Antes que o caminho que hoje é só dor
E ontem estava repleto de planos
Amanhã seja o pior dos enganos
Vou calar meu coração,
tosco e insensato, viciado em rejeição
Antes que meu coração que hoje é só trevas
Que radiava ainda ontem de alegria
Se perpetue, amanhã, em noite fria
Vou tirar você de mim,
mesmo sendo maior a dor assim
Vou tirar você de mim por que hoje és só sofrimento
E se ontem foste a minha maior paixão
Amanhã não passarás de uma simples recordação...
Que ontem era só amor
Amanhã se transforme em rancor
Vou seguir o meu caminho,
ainda que seja sozinho
Antes que o caminho que hoje é só dor
E ontem estava repleto de planos
Amanhã seja o pior dos enganos
Vou calar meu coração,
tosco e insensato, viciado em rejeição
Antes que meu coração que hoje é só trevas
Que radiava ainda ontem de alegria
Se perpetue, amanhã, em noite fria
Vou tirar você de mim,
mesmo sendo maior a dor assim
Vou tirar você de mim por que hoje és só sofrimento
E se ontem foste a minha maior paixão
Amanhã não passarás de uma simples recordação...
29/08/1999 - João Francisco Viégas
sábado, 20 de setembro de 2008
Foi o 20 de Setembro o precursor da liberdade
Eu estava aqui revirando meu baú de pensamentos e avaliando o que essa data significa realmente pra mim, um gaúcho!
Não há como negar que corre nas minhas veias esse sangue farrapo. Uma ligação meio sobrenatural com esses fatos que banharam de sangue o nosso pampa. Um orgulho quase tangível de ser gaúcho, um pulsar mais forte no coração ao ouvir um vanerão, ou Hino Rio-Grandense e inevitável.
Incrível, mas essa ideologia arraigada só pode vir de piá! Hoje sou metropolitano, vivo em Porto Alegre, o chimarrão é quase diário, mas há anos não sei o que é montar num cavalo, bombacha não me veste desde os 15 anos, baile gaudério não vou desde meus tempos de invernada, mas ta tudo ali no meu gene. É mais ou menos como o samba para brasileiro, podemos não gostar, mas é um patrimônio, uma insígnia!
Mas não era isso que queria dizer, dedos e teclado têm vida própria mesmo!
Eu queria dizer que, sem dúvida, povo gaúcho é muito diferente do resto do Brasil, isso sem ufania, sem barreirismo, sem ser egocêntrico. Quem já veio pra cá sabe como há diferenças maiores que o sotaque. Na verdade e no passado esse povo do sul, os farrapos, foram GRANDES, fizeram bonito, deram-nos o direito de ter orgulho de sermos gaúchos, mas o tempo passou!
Não vejo mais em nós a força para batalha que o Brasil precisa. Hoje estamos todos num mesmo marasmo, indignados e acomodados! Pior que ser alienado a política e ao governo é não ser alienado, mas ser acomodado!
Como pode um povo aceitar o que nosso povo aceita?
Como pode?
Não sei, mas eu também aceito. Minha indignação não mudou nada até hoje. No máximo consigo abrir os olhos de alguns amigos, e torná-los, como eu, inconformados acomodados!
No nosso hino há um verso incrível:
“Sirvam as nossas façanhas
de modelo a toda a terra.”
“Mas não basta ser livre
ser forte, aguerrido e bravo
o povo que não tem virtude,
acaba por ser escravo.”
Acho que ele acaba servindo pra nós mesmos!
Me indigna protestos vazios e sem obras como a que fiz! Clichês não mudam nada em lugar algum, e eu faço parte disso!
Me indigna protestos vazios e sem obras como a que fiz! Clichês não mudam nada em lugar algum, e eu faço parte disso!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Em outros contos...
Esse trecho diz muito de como estou me sentindo hoje...
"- Podes me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir! - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir! - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas! - replicou o gato."

"- Podes me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir! - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir! - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas! - replicou o gato."
Lewis Carroll
domingo, 7 de setembro de 2008
Meu país, cadê?

Guardo uma mágoa de ti
Vejo meu povo sofrido
Sem muito motivo pra rir
Se te gabavas do céu anil
Hoje a fumaça o cobre
Trocaste a banana pelo fuzil
Tu que és rico, mas é pobre
E toda essa ginga brasileira
Que tem essa gente sofrida
Levantava com samba poeira
Mas hoje desvia de bala perdida
E tudo fica mal parado
Ninguém sabe o que fazer
Porque ta sempre tudo errado
Começando pelo poder
Se o chimarrão ta frio
E o acarajé ta sem dendê
É porque o traficante do Rio
Agora surfa no Tietê
Mas fé esperança e garra
Não se compra por aí
E vamos vivendo na marra
Porque nenhuma ave canta como as daqui
(João Francisco Viégas - 2001/2005)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
PACIÊNCIA
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
A vida é tão rara!...
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
A vida é tão rara!...
Lenine e Dudu Falcão
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
TÔ VACINADO!

Hoje fui vacinado contra rubéola. Não que eu achasse ela uma ameaça direta a minha pessoa, mas foi pelo dever moral que me senti impelido.
Essa doença não é grave, para os homens então é pouca coisa, mas minha motivação vem do receio de me tornar um transmissor em potencial desse vírus para as futuras mamães.
Essa doença não é grave, para os homens então é pouca coisa, mas minha motivação vem do receio de me tornar um transmissor em potencial desse vírus para as futuras mamães.
Pesquisei sobre alguns casos da Rubéola Congênita e me senti na obrigação de participar dessa campanha da erradicação desse vírus.
Aqui fica o meu apelo também! Se tu ainda não foi vacinado ou se tem alguém ai do teu lado que só precisa de um empurrãozinho, FAÇA-O, por favor!
É de graça, e a injeção nem é na testa!
A cidadania começa com o cidadão!
É de graça, e a injeção nem é na testa!
A cidadania começa com o cidadão!
domingo, 31 de agosto de 2008
...E EU...
O dia amanheceu chorando
e eu chovendo
A tarde passou depressiva
e eu devagar
A noite chegou triste
e eu sem estrelas
A semana foi se culpando
e eu me acabando
O mês em pedaços
e eu interminável
A vida ficou sem você
e eu sem graça
e eu chovendo
A tarde passou depressiva
e eu devagar
A noite chegou triste
e eu sem estrelas
A semana foi se culpando
e eu me acabando
O mês em pedaços
e eu interminável
A vida ficou sem você
e eu sem graça
João Francisco Viégas (2001)
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Porém, já nascemos livres!
Esse é um eterno dilema, eu sei. O mundo se divide entre os que amam esses bichanos e os que odeiam. E se eu tiver que tomar partido, fico com o segundo grupo.
Eu poderia enumerar milhares de motivos para não gostar desse tipo de felino (porque dos outros felinos eu gosto, por exemplo os leopardos e afins são fantásticos), poderia ainda estabelecer uma linha de comparação deles com os cães e garanto que teria bons argumentos. Mas isso não é um julgamento, não quero mudar a idéia de ninguém sobre o tema.
O fato é que parei com tudo e analisei em particular o meu asco.
Enfim descobri porque eu não gosto dos gatos!
Como eu posso amar um animal tão independente? Um bicho que se diz domesticado e subordinado ao dono, mas que na verdade só usa esse como mantenedor. Esse bicho é mau caráter, é egoísta, é parasita! O gato te procura se quer comer, se está com vontade de receber carinho, se convier pra ele essa aproximação! Não vou lembrar a fidelidade canina, não tem comparação mesmo!
Então cheguei a conclusão que dificilmente pessoas possessivas, dominadoras, paternalistas ou derivadas desses predicados poderiam apreciar esse convívio. Sim, eu falo por mim. O gato é muito livre pra ser meu! O gato é dele mesmo, e isso me aflige deveras.
Sim, o problema é comigo e não com os gatos, eu sei, mas quem paga as contas sou eu! Sem contar no pelo, na língua áspera, nos miados chatos, no andar sorrateiro, na capacidade bizarra de sempre cair em pé! Isso não deve ser de Deus!
Já dividi um apartamento com dois gatos siameses e a experiência foi traumática! Quem pode confiar em alguém com olhos azuis, já dizia minha vó!
Moral de história, gatos existem milhares, com suas 7ou 9 vidas, eu tenho uma vida só, e se for pra ter um animalzinho de estimação, fico com a subserviência amistosa dos cachorros!!
Felino, não reconhecerás!
“Milhares de anos atrás os gatos eram adorados como deuses; e até hoje eles não esqueceram isto”
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
BEM-VINDOS
Sejam bem-vindos queridos amigos!
Esse é o meu pé de feijão que está plantado desde janeiro. Nesse pé dá de tudo, não só feijão, mas brota idéias, poesias, planos, encontros e desencontros!
Queria eu que cada amigo tivesse um desses atualizado, assim nossos elos seriam mais eficazes. Sei que na correria é praticamente impossível manter atualizado um diário de bordo, mas eu digo que é um bom hábito! Ainda não encontrei melhor psicólogo e conselheiro que o papel, ou que seja o teclado!
Queria que essas visitas fossem registradas em comentários, que aqui se chamam 'adubos'. No fim de cada postagem tem esse link, é só clicar e dizer o que pensam!

Compartilho então este espaço com vocês! O meu infinito particular.
Demorou, mas ta divulgado! Se você chegou aqui é porque é importante pra mim!
Obrigado pela visita!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Senta, se acomoda, à vontade, ta em casa!
Pode ser um clichê, mas é verdade que por maior que seja um caminho, ele sempre começa pelo primeiro passo. E é sobre isso que venho falar. Hoje comecei minha jornada rumo a minha casa própria.
COMO: Financiamento, é claro. A prefeitura de Porto Alegre tem um programa de habitação bem bacana. Hoje dei entrada na papelada, agora é esperar a aprovação para o financiamento e ai é só correr pro abraço!
QUANDO: Assim que o condomínio for completamente vendido começa a construção que deve durar um ano. Ou seja, falta bastante, eu sei, mas quem já esperou tanto...
ONDE: Tudo bem que não é num bairro nobre, não é uma zona fantástica, mas cabe no meu orçamento, e principalmente, coube no meu coração! E tem dois dormitórios caso a família cresça!! (risos). Fica perto da FAPA (faculdade), de repente até peço transferência pra estudar perto da casa nova!!
Rua 26 de Março, 415 - Bloco I, apto. 433 - Bairro Mário Quintana
Aos poucos minha vida esta se encaminhando, e não desfaço da demora, acho que tudo a seu tempo, tudo com sabor dobrado!
O trabalho (2 anos), a faculdade (2º semestre), o namoro (8º mês), a casa (1ºs passos), enfim, tudo está indo tão bem que posso me dizer na melhor fase da minha vida! Só falta mesmo as coisas melhorarem em Camaquã, ai seria perfeito! Se eu soubesse que ter trinta anos era tão maravilhoso, teria feito antes!! (risos)
Com essa história do apartamento começo a re-analisar minhas prioridades. Agora nesse segundo semestre do ano eu pretendia ir novamente ao show 2 Quartos da Ana Carolina (minha cantora favorita), ir ao show da Madonna (ícone quase intangível), ir ao show da Ivete Sangalo (sim, sou humano), e as minhas férias que seriam um fantástico Cruzeiro pela costa brasileira! Certamente, a menos que a Mega Sena mude esse roteiro, terei que abrir mão de algumas dessas coisas, quiçá de todas! Mas o motivo é mais que bom!
Essa luz amarelada vem da vela que acendi à Deus pra agradecer a minha vida!
"É a casa que deve ser honrada pelo dono,
e não o dono pela casa." (Cícero)
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
UMBIGO

Tu não és como eu quero
Nem lê meus pensamentos
Eu que pareço austero
me afogando em ressentimentos
Não sonha os meus sonhos
Nem sonha que eu sonho
Não prevê os meus atos
Não segue meus passos
Não compreende os fatos
nem desfaz os meus laços
Não entende que estou preso
Que preciso ser amado
Não me salva disso ileso
Provando que esta do meu lado
Não sabe o que se passa aqui
Não sabe o que se passa comigo
Por que não sai logo daí
E me tira do meu próprio umbigo!
João Francisco Viégas (2001)
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Olimpíadas Beijing 2008

Com certeza as Olimpíadas serão hoje o foco central de todos os blogs no mundo!
Acho isso bacana, uma mesma energia direcionada, as atenções voltadas, gosto dessa idéia de uníssono.
Começou hoje, dia 08/08/08 as Olimpíadas de Beijing (Pequim), ás 08:08, esse monte de oito é por superstição dos chineses, porque na realidade a XXVI Olimpíada começou dia 06 e vai até o dia 24 de agosto.
Essa postagem é mesmo pra não ficar de fora desse evento, que bem ou mal, cumpre um papel importante na integração mundial, mesmo que seja através de uma competição, mas ao menos é uma competição esportiva, e o esporte sem dúvida é um grande formador de caráter!
O Brasil, como prevêem, deverá ter sua melhor atuação em Olimpíadas, já tem sua maior delegação, mas isso não significa ainda alguma expressão forte num cenário mundial.
Pra quem não tem pão, vale o circo!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
MITO DE SAGITÁRIO

QUÍRON - O REI DOS CENTAUROS
Quíron era meio homem e meio cavalo, e vivia nas colinas de Trácia. Era conhecido por sua sabedoria, por entender da natureza e dos homens. Quíron era também respeitado por reis que lhe traziam presentes para que ele educasse seus filhos a fim de torná-los cultos e bons. Os deuses reconheceram a sua sabedoria lhe dando a imortalidade.
Mas apesar de ser reconhecido e respeitado, Quíron era triste por ser diferente: uma estranha mistura entre homem e animal.
Um dia Hércules passava pelas colinas e foi pedir um conselho a Quíron. Mas este estava do outro lado da floresta com os centauros. Enquanto esperava, Hércules pediu a um centauro que ali estava que abrisse o barril de vinho para que ele pudesse beber. Os centauros na floresta sentindo o cheiro do vinho, acharam que um ladrão que se apossara dele e correram em disparada.
Assustado, Hércules atirou flechas para o alto a fim de dissipar os centauros que vinham em sua direção. Mas uma das flechas feriu Quíron, que como imortal não podia morrer, mas sua ferida também não cicatrizava.
O mito de Quíron, que é também o símbolo do signo de Sagitário, representa o entendimento da dor e da cura. Mas ele também pode estar sempre em busca de mais conhecimento, de muitas aventuras, evitando assim, concentrar-se em sua própria dor.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
A cigarra e a formiga
Não, o meu conto infantil preferido não é João e o pé de feijão, seria egocentrismo demais até pra mim mesmo! Segundo os relatos de minha mãe, o meu conto preferido era A cigarra e a Formiga, e eu tenho essa vaga lembrança.
Toda noite o mesmo pedido, toda noite o inevitável choro. Como não chorar vendo a ilustração da pobre cigarra expulsa do formigueiro indo embora na neve, cabisbaixa e resignada!
Minha mãe tentava mudar a história, mas eu precisava ouvir aquilo, precisava entender...
A formiga não estava certa! Talvez a cigarra também não estivesse, mas aquela cena era inaceitável. Passei a odiar formigas. Comecei ter meu próprio senso de justiça!
Não sei ao certo o que se processava no meu cérebro de criança, não tinha mais que seis anos. Mas creio que essas impressões ainda me norteiam.
Hoje posso ser um pouco mais compreensivo com a formiga, mas continuo a defender a bandeira da cigarra!
E eu, o que me tornei? Ora sou a formiga, trabalho, estudo, pago minhas contas em dia. Ora sou a cigarra, não junto dinheiro, gasto com bobagens, festas, viagens...
Talvez eu tente ser uma mutação transgênica dessas duas realidades, mas não gosto de pensar em Formigarra ou Cigarmiga, é bizarro demais até pra mim!
Penso que cada um deve ser como tem que ser, com suas aptidões e seus talentos a dispor de todos.
Certo ou errado, isso a gente vê depois, no acerto de contas!!
COMO UM CONTO
Levei a vida na brincadeira
Uma cigarra sempre a cantar
Passei o verão nessa bobeira
Tendo o sol pra me esquentar
Curtindo a vida com os amigos
Curtindo tudo que pude ter
Meus pesares foram banidos
Porque feliz eu soube ser
Mas veio o tempo da tempestade
Que calou meu violão
O inverno não chegou tarde
E no meu bolso nenhum tostão
Passando fome, passando frio
Nenhuma mão foi estendida
Foi quando vi secar o rio
Secando junto a minha vida
Eu quis mudar da vida o rumo
achando mesmo que não errei
Com o esse revés não me acostumo
Até a formiga eu invejei
Passei o verão todo cantando
dando a esse mundo minha alegria
E a formiga foi trabalhando
Pra ter comida na noite fria
Se é mesmo esse o meu papel
a minha sina então aceito
e se hoje o meu teto é o céu
é porque não mudo esse meu jeito

Uma cigarra sempre a cantar
Passei o verão nessa bobeira
Tendo o sol pra me esquentar
Curtindo a vida com os amigos
Curtindo tudo que pude ter
Meus pesares foram banidos
Porque feliz eu soube ser
Mas veio o tempo da tempestade
Que calou meu violão
O inverno não chegou tarde
E no meu bolso nenhum tostão
Passando fome, passando frio
Nenhuma mão foi estendida
Foi quando vi secar o rio
Secando junto a minha vida
Eu quis mudar da vida o rumo
achando mesmo que não errei
Com o esse revés não me acostumo
Até a formiga eu invejei
Passei o verão todo cantando
dando a esse mundo minha alegria
E a formiga foi trabalhando
Pra ter comida na noite fria
Se é mesmo esse o meu papel
a minha sina então aceito
e se hoje o meu teto é o céu
é porque não mudo esse meu jeito
João Francisco Viégas (09/01/2006)
Assinar:
Postagens (Atom)